Descubra as diferenças

Num press-release, a editora Lua de Papel explica por que razão o livro Proust Era um Neurocientista, de Jonah Lehrer, chegará aos escaparates (já na próxima quinta-feira) com duas capas tão diferentes que se tornam semelhantes:

«O cérebro é por natureza imperfeito, e são as suas imperfeições que nos permitem apreender a realidade. Jonah Lehrer explora os enganos da mente em vários capítulos de Proust Era um Neurocientista, e muito especialmente em “Paul Cézanne: O Processo da Visão”.
Para reforçar a ligação entre a apresentação gráfica da obra e o seu conteúdo editorial, a Lua de Papel publicou a obra de Jonah Lehrer com duas capas diferentes. Ambas evocam, de forma subtilmente figurativa, os contornos das circunvoluções cerebrais; mas as duas diferem na paleta cromática escolhida para o fundo e lettering – diferenças essas que, apesar de radicais, dificilmente são perceptíveis para o leitor, provando a tese do autor, e os princípios defendidos por Cézanne: “A crua realidade é que a visão é como a arte. O que vemos não é real. Foi regulado para se moldar à nossa tela, que é o cérebro.”»


Se bem me lembro, o meu exemplar tem o título a letras brancas. Ou será que eram negras? É melhor confirmar. [Pausa de um minuto.] São brancas, sim. Resultado do derby cérebro enganador de JMS vs. memória de JMS: 0-1.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges