Diagnóstico em três versos

Tusso. Pego num livro (Mais espesso que a água, Luís Quintais, Cotovia). Tusso. Leio as primeiras páginas. Tusso. Encontro isto:

Acordo. Sinto os pulmões.
Gentis ramos entrelaçam-se e crescem
nos meus brônquios.

O poeta diz tudo – e sem precisar de estetoscópio.



Comentários

One Response to “Diagnóstico em três versos”

  1. Artur on Dezembro 12th, 2008 19:45

    São momentos como esses que da poesia um gigantesco think tank do quotidiano.

    Cumprimentos

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges