Diário do Booker (13)

Eu bem disse que esta era uma missão impossível. Apesar do sprint final, não consegui ler os livros todos até ao anúncio do prémio, que deve acontecer por volta das 22h30. Eu ainda me lancei ao sexto livro, Sea of Poppies, de Amitav Ghosh, mas fiquei-me pela página 180. Não deu para mais, sorry. Mesmo assim, foram para cima de 2500 páginas devoradas em menos de três semanas, com quatro outros livros a intrometerem-se pelo caminho (a vida não pára) e uma série de circunstâncias agravantes (assuntos inesperados para resolver, uma filha com febre, etc.). Para o ano, começarei mais cedo e espero que os finalistas sejam menos volumosos (assim tipo 2007), a ver se consigo colocar a bandeira no topo desta espécie de Everest.

Sobre Sea of Poppies, só posso falar com propriedade quando acabar de ler, mas já percebi que não é «my cup of tea». Tendo como cenário de fundo as Guerras do Ópio e centrado na vida a bordo de um navio (o Ibis) onde se reúne uma tripulação babélica, Sea of Poppies é um daqueles romances históricos muito bem documentados, muito fiéis à linguagem da época, muito descritivos e… muitos chatos. Admito, porém, que o meu limiar de tolerância às grandes sagas tenha progressivamente diminuido nos últimos dias, com o cansaço acumulado, e por isso reservo a minha opinião para o textinho crítico que escreverei um dia destes (mas não me peçam datas).

***

Se eu fizesse parte do júri e me pedissem para ordenar os seis finalistas, a minha escolha seria esta:

  • 1) A Fraction of the Whole, de Steve Toltz
  • 2) The White Tiger, de Aravind Adiga
  • 3) The Secret Scripture, de Sebastian Barry
  • 4) The Clothes on Their Backs, de Linda Grant
  • 5) Sea of Poppies, de Amitav Ghosh
  • 6) The Northern Clemency, de Philip Hensher



Comentários

2 Responses to “Diário do Booker (13)”

  1. Bibliotecário de Babel – Diário do Booker (12) on Outubro 14th, 2008 22:41

    […] Diário do Booker (11) […]

  2. João on Outubro 14th, 2008 22:58

    E não seria saudável. Li o Clarissa, or a story of a lady do Samuel Richardson (o livro mais longo escrito em língua inglesa) numa semana e ainda hoje estou a tentar recuperar da vista.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges