Do Twitter ao Facebook

Primeiro, só tinha pessoas que seguia e pessoas que me seguiam. Agora também tenho amigos (amigos que pedem para ser meus amigos, amigos que já eram amigos reais mas agora insistem em ser amigos digitais, amigos que nunca vi mais gordos, amigos que estão em listas de amigos de amigos, amigos que confirmam magnânimos a amizade que lhes peço, amigos que sugerem amigos que nem sabia que poderiam ser meus amigos, etc).
É divertido, isto das redes sociais.



Comentários

14 Responses to “Do Twitter ao Facebook”

  1. Jorge Melícias on Março 16th, 2009 10:23

    Por falar em amigos: Nenhuma referência ao novo Prémio Daniel Faria? Não é seu amigo ou conhecido (nem mesmo do twitter ou do facebook)? Ou terá o processo de atribuição sido, aparentemente, demasiado claro?

  2. ... on Março 16th, 2009 14:57

    ui, isto quando mete melícias torna-se perigoso.

  3. Teresa Santos on Março 16th, 2009 20:58

    Achas mesmo que se fazem AMIZADES, aqui, na Blogosfera? Comecei um pouco céptica, achei que tudo isto era constituido por náufragos, náufragos e mais náufragos…
    Estou a mudar de ideias. Tenho “encontrado” pessoas super interessantes.

    Quero comunicar-te que tens um prémio no meu Blog.

    Abraço

  4. Teresa Santos on Março 16th, 2009 21:01

    Ah, e sou tua seguidora desde o início do meu Blog…

  5. Boneca de Trapos on Março 16th, 2009 21:59

    Acho o termo “amigo” demasiado vulgarizado. “Beijos e abraços”, idem.
    “Conhecidos”, eis o que se faz na net.
    Redes de conhecimentos, de informação, tão válidas quanto outras.
    Amigos? Olhos nos olhos e com provas dadas. Os que assim chamo.

    Saudações
    *__bonecadetrapos__*

    PS: Conceitos à parte, um excelente trabaalho, o seu.

  6. MAR ARAVEL on Março 16th, 2009 22:31

    nA VERDADE SOMOS POUCOS

    NUM PEQUENO PAÍS

  7. Porno Vate on Março 17th, 2009 0:28

    Eu abraço a lista telefónica e também digo que são todos meus amigos, a minha rede social mil-folhas sem recheio.
    As sardinhas também convivem muito apertadinhas numas redes sociais que as retiram da água, mais tarde conhecem uns amigos que gostam delas tanto, que até as comem.
    A música tinha virtudes e defeitos, o título do álbum de uns rapazes aqui do Porto era feroz e grandioso: O Monstro Precisa de Amigos.
    Quando vou ao Multibanco e tenho de esperar atrás de uma pessoa, é uma rede social em grande potência que ali se cria espontâneamente.
    Estou rendido, como registou o Mexia, nada de melancolia, que o futuro seja a minha ostra (mundo=futuro, nesta conveniente argumentação).

  8. António on Março 17th, 2009 2:24

    Sou uma nulidade do social networking. Juntei-me ao Twitter há cerca de uma semana e fico estonteado sempre que o meu monitor se pulveriza em chilreios por parte das pessoas que supostamente estou a tentar seguir mais eficientemente.

    Vou insistir um pouco mais. Esvoaçavam por aí fragmentos perdidos de ideias que efectivamente merecem a exígua atenção de 140 caracteres.

    É possível que em breve tenhamos de opor à palavra “amigo” as mesmas reservas que já erigimos contra termos tão naturais e tão incómodos como “amor”, apenas para dar um exemplo. Uma coisa banaliza-se, deixa de ser utilizada, ou então é condenada a exprimir uma gradação perante um outro conceito, escondido e arcano, que instintivamente ainda sabemos representar a pureza da noção original.

    Ia deixar boa noite no meu Twitter, mas prefiro deixá-la aqui, onde perpassam olhares mais demorados.

  9. José Mário Silva on Março 17th, 2009 6:51

    Obrigado, António, Boneca de Trapos, Teresa Santos.
    Bravo, Porno Vate.

  10. José Mário Silva on Março 17th, 2009 7:01

    Caro Jorge Melícias:

    A má vontade e o rancor conspirativo são armas perigosas, porque às vezes disparam sozinhas. É verdade que não anunciei aqui o novo Prémio Daniel Faria (talvez ainda o faça), mas não foi por nenhuma das agendas secretas que me atribui. E posso dizer-lhe que, ao contrário do que sugere, eu conheço a escrita do vencedor, até porque fiz parte do júri que lhe atribuiu o Prémio Jovens Criadores 2008 do Clube Português de Artes e Ideias. Conferir em http://bibliotecariodebabel.com/geral/concurso-jovens-criadores-2008-literatura/
    Hmmmm, a mesma pessoa ganha dois prémios com poucos meses de intervalo? Será amiga de quem? Deixe-me imaginar, Jorge: de repente, o processo de atribuição ficou logo menos «claro», certo?

  11. Jorge Melícias on Março 17th, 2009 10:19

    Caro José Mário Silva

    Não estava ciente do que acaba de me informar. Dar-se-á o caso, provavelmente, da poesia do novo vencedor do prémio DF (poesia essa que não conheço) ser, de facto, boa. Isto para lhe dizer que a minha “teoria da conspiração” não desce a esses recessos. Encontro é, ainda assim, dissimilitudes de fundo entre as atribuições dos dois últimos prémios DF. Nessa medida, e aos meus olhos, a sua boa vontade concorre, directa e patologicamente, com a minha má vontade. Agora, acrescentar rancor a tudo isso parece-me manifestamente exagerado. Para isso seria preciso que reconhecesse aos prémios literários uma importância que eles não têm. Tratou-se de uma simples observação, não inocente, mas, ainda assim, uma observação.

  12. Pedro Lérias on Março 17th, 2009 10:26

    Já é altura de alguém criar o Hatebook.

    Seria muito mais giro ver quem odeia quem.

    Mandar um convite a perguntar “queres ser meu inimigo?”, não sei porquê, mas parece mais engraçado.

  13. Manuel Deniz Silva on Março 17th, 2009 14:56

    Pedro Lérias,
    O Hatebook já existe desde 2007.
    Ver aqui:
    http://www.techcrunch.com/2007/10/15/hatebook-embraces-the-evil-side-of-social-networking/

  14. a on Março 17th, 2009 22:33

    Caro Amigo,

    esqueceu-se de colocar o endereço do Facebook onde, supostamente (acredito em si – e até neles) tem amigos. É que, “amigos, amigos…”, quero dados concretos!

    ps. tentativa http://www.facebook.com/josemariosilva (não) dá : Página não encontrada.

    ps2. agradecia que não respondesse. Obrigado

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges