Dois versos de Miguel-Manso

insisto no escusado, mal pago, fantasioso
exercício da beleza

Estão no novo livro, Santo Subito (edição de autor), do qual amanhã partilharei aqui três ou quatro poemas completos.



Comentários

2 Responses to “Dois versos de Miguel-Manso”

  1. Antunes on Março 27th, 2010 15:12

    Mas mais do que afirmá-lo, é preciso exercê-lo. Os poetas contemporâneos que fazem escola nas mesmas opções estéticas de Manso esquecem-se muitas vezes disso… É que vai uma longa distância entre proclamar que se insiste no exercício da beleza e realmente exercer esse ofício em objectos onde esse labor se reflicta. Cabe aos críticos dizer que o poeta insiste no exercício da beleza e cabe ao poeta exercê-lo. Não vejo nesse excerto nada que nunca tenha sido dito e redito ao longo de séculos e séculos de literatura e nem sequer se trata do mesmo pensamento actualizado, mas tão somente do mesmo pensamento dito da mesma forma exacta.

  2. antunes on Março 28th, 2010 1:55

    O comentário não era válido? Não percebi…

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges