E-Wook

A Wook, livraria online do Grupo Porto Editora, já criou uma área para a venda de e-books. Aliás, duas: a dos e-books em português e a dos e-books em inglês. Pena é que os preços ainda não sejam muito aliciantes. Por exemplo, o livro Matteo Perdeu o Emprego, de Gonçalo M. Tavares, só baixou para 12,90 euros, quando a versão em papel custa 15,50 nas livrarias (e 13,95 na Wook).



Comentários

6 Responses to “E-Wook”

  1. Fabio on Maio 3rd, 2011 13:25

    Prezado José Mario,

    Esta proporção não difere muito da Amazon, não acha?

  2. José Manuel Chorão on Maio 3rd, 2011 14:20

    E essas “coisas” dos e-books têm cheiro?
    Posso cheirá-los quando os desfolho?
    Posso sentir a textura do papel?
    Posso escrever notas na margem?
    Posso arrumá-los nas estantes, ao lado dos outros títulos do autor e completar, assim, a colecção?
    Enquanto forem virtuais, não serão, para mim, verdadeiros livros. É um pouco como ler fotocópias; não há nada que chegue ao bom livrinho, genuíno, verdadeiro.

  3. Paulo Alves on Maio 4th, 2011 1:22

    em português do Brasil até se lê melhor:

    “As autoridades antitruste da União Europeia, que estão investigando editoras de livros eletrônicos, realizaram buscas nas sedes de diversas empresas, por suspeita de manipulação de preços, e se uniram a outras organizações regulatórias que estão investigando acordos entre editoras e o varejo do setor(…)” link: http://alturl.com/vqwh4

    o que me leva a pensar que este meu iPad2 vai ter de viver em solidão…

  4. ccpc on Maio 4th, 2011 1:57

    Ao chorão;
    conheci um douto que quando apareceu o papel e previu que a história contada ia desaparecer, perguntava:
    -e esse papel tem emoção,
    -e tem graves e agudos.
    – e acelera ou trava com a momento da história?
    -tem som? chora? ri?
    -posso lembrar-lhe a cara quando recordar a história?
    -e gestos têm?
    e acabava o douto dizendo, enquanto não fizerem livros com vida e lágrimas, enquanto as histórias se apresentarem como naturezas mortas, não serão para mim verdadeiras histórias. É um pouco como escutar um contador que imita silaba por silaba e gesto por gesto. não há nada que chegue ao escutar dum genuíno e verdadeiro contador de histórias.

  5. José Mário Silva on Maio 4th, 2011 4:54

    Fabio,

    Acho. E acho também que o livro electrónico só vai “explodir” de vez quando os preços reflectirem as poupanças que as editoras fazem com as versões digitais dos livros (do transporte à armazenagem, passando pelo custo do papel). Mas, como o Paulo Alves mostra, há sempre o risco de uma cartelização.

    José Manuel Chorão,

    Faço minhas as palavras do ccpc. Os e-books são uma realidade e vão ganhar o seu espaço, com muitas vantagens (entre as quais a ecológica, que permitirá poupar milhões de árvores) e, por enquanto, algumas desvantagens. Mas chegará o tempo em que até os velhos do Restelo sucumbirão, mesmo que não deixem de fazer parte das suas leituras nos velhos suportes.

  6. Paulo Alves on Maio 4th, 2011 10:00

    não sejamos tão fundamentalistas.

    há livros que não me importaria de arrumar num KB. outros, não prescindo de lhes sentir a textura e me espantar com a consistência das suas letras. é por estes, que quero com espaço e bem vivinhos nas estantes do meu orgulho, que anseio pelos outros. o meu “preço” é que está longe do preço que os “livreiros” me estão a vender aqueles.

    não precisamos de e-books mais do que precisamos de “novos” livreiros.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges