Editores da escola anglo-saxónica

Aqueles que mexem no texto, discutem com os autores, apontam o dedo quando é preciso apontar, cortam quando é preciso cortar, apresentam alternativas, sugerem soluções e procuram melhorar os manuscritos que lhes chegam em bruto, para bem de quem os escreveu e de quem os há-de ler. Joana Gorjão Henriques foi à procura deste espécimes raros por cá, numa excelente reportagem publicada hoje no suplemento ípsilon, do Público. Histórias concretas: Vítor Silva Tavares/Alberto Pimenta (o binómio heteredoxo), Francisco José Viegas/Francisco Camacho (o desafio entre jornalistas) e Maria do Rosário Pedreira/José Luís Peixoto (a descoberta merecida).



Comentários

5 Responses to “Editores da escola anglo-saxónica”

  1. Ana Cristina Leonardo on Março 17th, 2008 1:41

    Aqueles que mexem no texto, discutem com os autores, apontam o dedo quando é preciso apontar, cortam quando é preciso cortar, apresentam alternativas, sugerem soluções e procuram melhorar os manuscritos que lhes chegam em bruto

    Parece que foi isso que fizeram com o José Rodrigues dos Santos. Conclusão do próprio: (o livro) Está melhor para o mercado americano mas não para o mercado português.
    A modernidade às vezes têm um preço muito elevado. Ou devia dizer, antes, modernices?

  2. fallorca on Março 17th, 2008 20:52

    A mim surpreendeu-me não terem ouvido o Nelson de Matos, um bom fazedor de escritores, no mesmo sentido com que o Vitor Silva Tavares fez alguns meus.

  3. fallorca on Março 17th, 2008 20:53

    Livros, desculpem: «…no mesmo sentido com que o Vitor Silva Tavares fez alguns livros meus.» Assim fica mais claro :)

  4. lapa on Março 18th, 2008 10:20
  5. João André on Março 18th, 2008 19:08

    Por falar em escolas de edição, puxo um outro assunto. Que achas da direcção das letras na lombada? Preferes de baixo para cima (e com a base para a direita) ou de cima para baixo (e com a base para a esquerda)? Segundo me explicaram, o primeiro caso tem a ver com métodos russos e alemães e o segundo com os métodos anglo-saxónicos. Isto parece ridículo, mas tem vindo a ser assunto de discussão para mim, agora que preciso de preparar o meu livro (tese, portanto nada de literatura :)).

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges