Feiras, feirices e feirantes

Eu sei que o meu dever de blogger era acompanhar minuto a minuto as notícias sobre a Feira do Livro de Lisboa, divulgar todos os comunicados da APEL, todas as tomadas de posição da CML, todos os volte-faces de um imbróglio que parece não ter fim à vista. Noutros tempos, sobre outros assuntos, foi isso que fiz e sei bem o que o Sitemeter ganha com estes acompanhamentos quase em directo. Acontece que desta vez não me apetece entrar em semelhantes correrias. Falta-me o tempo e, mais do que isso, a paciência.
Sei quais são as razões de uns e de outros, os equívocos de uns e de outros, as teimosias de uns e de outros. Esta manhã, ouvi o Fórum TSF de fio a pavio (incluindo a tonitruante entrada em cena de Isaías Gomes Teixeira, que até apresentou algumas razões válidas mas a destempo). Não ignoro a histeria mediática, compreendo-a, aceito-a, não me peçam é que faça parte dela. Não me apetece, lamento. Ou como diria o bom velho escrivão Bartleby: “I would prefer not to.”
Felizmente, há muitos blogues a cumprir bem a função, entre os quais este, este e este.

Comentários

2 Responses to “Feiras, feirices e feirantes”

  1. TSC on Maio 18th, 2008 18:40

    Pois, agora (http://bibliotecariodebabel.com/noticias/novidade-para-o-mes-de-junho/) percebemos porque um blogue sobre o universo da edição em Portugal se alheou de dar notícias e emitir opiniões sobre o assunto. Os autores da Leya começam a pautar-se todos pela mesma bitola, tal como o Lobo antunes, que foi dizer ao Publico que se a Leya não fosse à Feira teria “problemas” com ele, mas que isso (as suas palavras) não deveria ser lido como um desafio directo… Pecunia non olet.

    • José Mário Silva on Maio 18th, 2008 23:18

      Engana-se, caro TSC. Uma coisa não tem rigorosamente nada a ver com a outra, mas não tenho sequer que lhe explicar porquê. Digo-lhe apenas que se pensasse um bocadinho antes de escrever se teria apercebido de um pormenor básico: um livro não se faz de um dia para o outro. E quando o processo de edição começou, ainda ninguém supunha que a LeYa avançaria para a compra da Oficina do Livro, que de resto nem sequer está ainda fechada. Colocar-me no saco dos “autores da LeYa” no tom em que o faz, além de algo precipitado, reflecte apenas a sua má-fé.

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