Foi bonita a festa, pá (2)

O auditório encheu-se de rostos esperados e outros inesperados (mais bloggers do que no primeiro lançamento, amigos que não via há muitos anos e até uma antiga colega do curso de Biologia que me envergonhou: “não sabes a que espécie pertence a borboleta da capa? tsss, tsss, tsss, olha que é das mais vulgares”). Antes disso, já o lepidóptero batera asas por todo o lado, do estômago da Ana Sá Lopes (que se confessou aterrorizada por ter de falar em público, mas depois se saiu muito bem numa exposição breve e, também ela, sem “tralha”) ao vestido verde da minha filha, guardado há várias semanas para a ocasião. Depois de “ouvir os senhores” atentamente (“e sem fazer barulho, pai!”), a Alice confessou-me ter gostado de tudo, mas em particular das “tuas histórias” na voz do Pedro Mexia, que além das coisas todas que faz (crítica literária, poesia, blogue, cinemateca) pode agora candidatar-se ao emergente mercado da leitura para audiolivros.
No fim da sessão, as borboletas da capa voltaram para o escaparate normal, provocando no caminho sabe-se lá que maravilhas e desastres no outro lado do mundo.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges