Francisco José Viegas sobre 2666

Não há nada mais reconfortante do que ver um editor verdadeiramente entusiasmado com as obras que edita. Veja-se o que diz Francisco José Viegas sobre a obra-prima de Roberto Bolaño que a sua editora, a Quetzal, vai lançar a 26 de Setembro:

«[2666] é um romance grandioso, maior do que o Ulysses [de James Joyce], uma espécie de narrativa de Borges em ponto grande, que junta literatura e violência de uma forma inédita, ininterrupta, ultrapassando o puro fantástico da literatura latino-americana»

Pode parecer exagero, mas quem tenha lido Os Detectives Selvagens sabe que provavelmente não é. Viegas revela ainda que a Quetzal vai continuar a publicar Bolaño. Em Fevereiro de 2010 surgirá, em simultâneo com a edição espanhola, o inédito O Terceiro Reich, seguindo-se A Literatura Nazi na América, Amuleto, A Pista de Gelo e Putas Assassinas.



Comentários

4 Responses to “Francisco José Viegas sobre 2666

  1. Gerana Damulakis on Agosto 13th, 2009 17:24

    Incrível como o chileno Roberto Bolaño explodiu com A Pista de Gelo, Os Detetives Selvagens, Amuleto, Noturno do Chile, Putas Assassinas e agora 2666. Aqui também ele virou “grandioso”. Por que depois de morto?

  2. fallorca on Agosto 14th, 2009 13:10

    «…maior do que o Ulysses [de James Joyce]…», convém não confundir o número de páginas

  3. Jorge on Agosto 14th, 2009 19:56

    I have read it. Although, it is good, it is not a masterpiece. There are great stories and moments of pure genius. There are plot lines that could have been explored further. The last part is terrific. The section on the murders is lengthy and drags on and on for over 200 pages. A murder is a murder after 5, 10 12 descriptions of murder. There are a lot of repetition in the different stories. Nevertheless, I do recommend it to everyone.

  4. 2666 ou o próximo Ulisses « Stranger in a Strange Land on Agosto 20th, 2009 21:19

    […] editor da Quetzal, Francisco José Viegas comparou o livro com Ulisses de James Joyce, essa obra mítica e também grandiosa que fica muito bem em estantes de livros intocada ao longo […]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges