Golpes

Há dias que nascem para golpear. Telefonam-me a dizer que morreu alguém conhecido, um rapaz demasiado novo (27 anos) para tudo o que não chegou a fazer. Horas depois, sei por e-mail da morte de um amigo de outra geração (69 anos) que fez muito, muitíssimo, um homem de rasgo e sabedoria, capaz de reinventar o teatro (o dele, o dos outros, o nosso) uma e outra vez. Eu estive lá. Eu vi. Eu não esqueço. Golpes a mais para um dia só.



Comentários

One Response to “Golpes”

  1. Olinda P. Gil on Dezembro 5th, 2012 18:35

    Daqueles dias em que era melhor não nos termos levantado da cama.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges