adobe photoshop cs3 extended tutorial Adobe Creative Suite 5 Web Premium Download adobe photoshop cs 2 download adobe photoshop elements 2.0 windows vista Adobe InCopy CS5 for Mac Download adobe acrobat 8 cheap adobe creative suite premium cs2 win Adobe Photoshop Lightroom 3 Download convert word to adobe acrobat adobe photoshop 5 0 free download Adobe Dreamweaver CS5 Download cropping jpegs in adobe illustrator 9.0 adobe illustrator number serial Adobe Creative Suite 5 Design Premium Download adobe photoshop for dummies dvd adobe acrobat v6.0 professional tryout Adobe Photoshop CS5 Extended Download adobe acrobat viewer 6 free adobe acrobat 7 reader Adobe Creative Suite 5 Master Collection Download adobe photoshop cs free trial adobe acrobat 7.0 professional crack download Adobe Acrobat 9 Pro Extended Download adobe store adobe acrobat capture adobe acrobat error 1321 Adobe Premiere Pro CS5 Download adobe photoshop product registration key adobe incopy cs v3.0 Adobe Illustrator CS5 Download adobe photoshop 4.0 tutorial

Intermitências

Se há estatuto ingrato, hoje, é o de freelancer. Pelo menos em Portugal. Teoricamente, o trabalhador a recibos verdes deve receber mais do que um trabalhador por conta de outrém, para compensar o risco da precariedade e os vários descontos obrigatórios (IRS, Segurança Social). Mas da teoria à prática, já se sabe, vai um abismo. O tempo é de vacas magras e de pagamentos não menos esquálidos (sobretudo se comparados com o que se pagava, na comunicação social, durante a década de 90). Um profissional independente tem hoje de trabalhar muito mais para ganhar o mesmo e, se por acaso se queixa, ainda o olham de lado, como quem insinua que atrás da porta estarão, no mínimo, centenas de estagiários, ex-estagiários ou eternos estagiários dispostos a bulir o que for preciso, à borla ou quase.
Resumindo, a liberdade do freelancer é muito relativa, uma vez que se vê obrigado (na maioria dos casos, como o meu) a multiplicar as suas fragmentárias fontes de rendimentos. Em vez de um emprego certo, tem vários trabalhos incertos. E uma lista de prioridades, deixa cá ver o adjectivo, tramada. Sim, tramada.
Tudo isto para dizer que as intermitências deste blogue, hélas, vão continuar a acontecer mais vezes do que eu gostaria que acontecessem. C’est la vie.



Comentários

10 Responses to “Intermitências”

  1. LIa on Março 19th, 2008 10:52

    Temos pena (de não poder ler posts com mais frequência) e muita compreensão.

    • antmaria on Março 19th, 2008 19:38

      José Mário,

      Seria bom, que as pessoas a trabalharem a recibos verdes, tivessem conhecimento de que estes, na maioria das vezes, funcionam como contratos camuflados de trabalho. Quero dizer com isto que as empresas exploram as pessoas- estas, ao cumprirem um horário laboral, ao trabalharem sob a ordem de uma determinada direcção usufruindo de um salário fixo mensal, passam a possuir um estatuto de trabalhador contratado, e, como tal, deveriam usufruir das regalias inerentes a esse mesmo estatuto – lançando–as para uma situação ilegal, imoral. As pessoas acabam por viver numa situação ilegal, porque precisam. A empresa, a criadora dessa ilegalidade, que se aproveitou da necessidade dos seus subordinados e pratica a ilegalidade sabe, ainda por cima,que o silêncio será mantido e, que a ela, nada lhe acontecerá. Este é um dos casos dos recibos verdes. O que foi feito politicamente? Escandalosamente nada.
      Conheço milhares de casos de empresas que trabalham assim. O que é feito individualmente? Nada. Eu, por mim, já levei uma empresa a tribunal. Ganhei, tinha de ganhar.

      Segundo caso, o que referes com toda a razão.

      O que andam os políticos, preocupados com as questões sociais, a fazer?

      Porque é que os jornalistas, os escritores e outros grupos da sociedade – já não falo dos políticos – não se unem e formam um grupo de pressão tão forte que o assunto passe, não a ser discutido, mas resolvido? José Mário o que faz falta neste país é a prática e um grupo forte , de grandes dimensões, de convicção, de verdade. Tenho a certeza de que, se esse grupo de pressão fosse criado, actuando em diversas áreas necessitadas, isto mudaria. Mudaria, sim.

      Quanto às intermitências deste blogue, que vão continuar a acontecer mais vezes do que tu gostarias, outra coisa não seria de esperar. É que para quem tem de ter ” em vez de um emprego certo, vários trabalhos incertos” muito é aquilo que dás. Como é possíve, que numa área a exigir tanta concentração, tanta perda de tempo, seja possível fazer o que tu fazes?

      • ana cristina leonardo on Março 20th, 2008 1:04

        Um profissional independente tem hoje de trabalhar muito mais para ganhar o mesmo e, se por acaso se queixa, ainda o olham de lado, como quem insinua que atrás da porta estarão, no mínimo, centenas de estagiários, ex-estagiários ou eternos estagiários dispostos a bulir o que for preciso, à borla ou quase.

        bem vindo ao clube. mas reconhece que ainda há aquela vantagem de não se ter de obedecer (ou mandar à merda) chefes estúpidos

        • Texto - Intermitências / RetortaBlog on Março 20th, 2008 9:10

          [...] Texto – Intermitências [...]

          • Saint-Clair Stockler on Março 20th, 2008 13:03

            Desejo que a situação melhore por aí (por aqui, já não guardo mais esperanças).

            Venho vindo aqui, dia sim e outro também, pra ver as novidades.

            Abração!

            • João André on Março 20th, 2008 21:04

              Sem mais para dizer que lamento caro Zé Mário. E boa sorte. Nós cá continuaremos a ir verificando fielmente o melhor blogue de 2008 (continuo a manter a opinião, aliás, cada vez é mais forte).

              Abraço e boa sorte.

              • José Mário Silva on Março 21st, 2008 11:43

                Não deixando de agradecer a solidariedade dos comentadores, tenho que esclarecer uma coisa: ao contrário da esmagadora maioria dos verdadeiros precários, não me posso queixar. Tenho vários trabalhos, é certo, mas de que gosto muito e razoavelmente remunerados (no tal contexto de vacas magras que descrevi). Além disso, esta minha situação foi por mim escolhida, ninguém me despediu. Não ter que obedecer a chefes e poder recusar o que os outros nos querem impor (como assinalou a Ana Cristina) é um luxo sem preço. Isso e poder ser pai a 100%, não a 50 ou a 30.
                Resumindo, há momentos em que não consigo dedicar-me a este blogue como gostaria (e tenho pena), mas a verdade é que este blogue existe e os hiatos serão em devido tempo compensados. Na situação em que estava antes (10 a 12 horas diárias por conta de outrém), nem sequer blogue haveria.

                • fallorca on Março 22nd, 2008 13:39

                  Se fosse SÓ mandar à merda pitbulls redactoriais, açulados pelas administrações, ainda era merda a menos. O pior, quanto a mim, foram sempre os merdosos dos “colegas” (com a generalizada conotação, colegas são as putas…) que me rosnavam as canelas pelas rádios e jornais por onde passei.
                  Hoje vivo muito melhor à pala de recibos rubros sangue, do que vivia esperançado no convívio com os “verdes”… que te quiero verdes ;)

                  • alberto costa on Março 22nd, 2008 16:20

                    Pior e bem mais ingrata é a situação dos desempregados, se me permite.

                    • Bibliotecário de Babel – Intermitências (2) on Abril 17th, 2008 23:15

                      [...] continuam a acontecer e as razões são as mesmas de sempre. Esta semana, porém, houve uma agravante: a instabilidade da rede TubarãoEsquilo, com largos [...]

                      Leia os últimos textos publicados
                      «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges