José Luís Peixoto, lá fora
A carreira internacional de José Luís Peixoto continua de vento em popa. A edição americana do romance Nenhum Olhar, lançada há cerca de um mês pela editora Nan A. Talese, com o título The Implacable Order of Things, está a ter uma boa recepção crítica. Mais importante ainda, o livro foi seleccionado para a restrita lista semestral “Discover Great New Writers” da cadeia de livrarias Barnes & Noble, a maior dos EUA (com mais de 70% de quota no mercado livreiro).
A partir de Setembro, Peixoto fará uma ronda por diversos eventos literários norte-americanos, tanto em meios académicos (universidades de Rutgers e Brown) como no muito concorrido Festival Literário de Brooklyn, em Nova Iorque, em que também participam autores como Jonathan Franzen, A. M. Homes, Paco Ignacio Taibo II, Joan Didion, Naomi Wolf e José Eduardo Agualusa.
Entretanto, Cemitério de Pianos, editado em França pela Grasset, vai ter agora uma edição de bolso na Folio (Gallimard). O êxito deste romance em Espanha (onde ganhou o Prémio Cálamo 2007), levou a editora El Aleph a reeditar Nadie nos Mira (Nenhum Olhar) e a primeira narrativa do escritor: Te me moriste (Morreste-me). Em Outubro, a mesma chancela lançará ainda o romance Uma Casa na Escuridão.
Comentários
2 Responses to “José Luís Peixoto, lá fora”
- Melancólicas criaturas em 20 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 20 de Maio de 2012
- Um rato através da anaconda em 20 de Maio de 2012
- Os reflexos do mal em 19 de Maio de 2012
- O que aí vem (Esfera do Caos) em 19 de Maio de 2012
- Camané no ‘Avenida de Poemas’ em 18 de Maio de 2012
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 18 de Maio de 2012
- Juan Marsé: “Ao romancista não basta a realidade, ele tem de ir sempre um pouco mais além” em 18 de Maio de 2012
- Cinco poemas de Liberto Cruz em 17 de Maio de 2012
- A pirâmide alimentar dos escritores em 17 de Maio de 2012


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Do que li do JLP confesso que não ficou grande impressão: aquela pieguice tremenda, aquele “faulknerianismo” (via lobo antunes, certamete), aquele pavor à acção mais, e, não é pouco, aqueles brincos, não são elementos cuja mistura se aconselhe.
Mas também já por aí ouvi dizer que é um tipo cheio de graça e inteligência e não sei que mais, eu cá continuo desconfiado, ainda que reconheça: haver um autor português de (pelo menos) razoável qualidade a publicar no estrangeiro é boa notícia (principalmente se não for um dos sacos de boxe do costume ou dos outros burlões igualmente maus que passam incólumes e aplaudidos).
Escreveu um livro hilariante, completamente oposto ao habitual, que lhe sugiro que leia: “Hoje Não”, Quasi.