Lembrar o Olímpio (2)
Faz hoje um mês que os amigos do Olímpio Ferreira se juntaram para o homenagear, um encontro que na altura o Daniel descreveu assim e a que tive muita pena de faltar (estava em Espanha naquele fim-de-semana). Além da despedida emocionada, houve também a distribuição de um livro feito para o Olímpio, com depoimentos, desenhos e poemas (edição Diatribe).
Eis a capa:
Lá de dentro, resgato este poema do Paulo da Costa Domingos:
CARPIR
Vamos lá. Vamos lá sorrir um pouco. A vida
é isto: fugir-nos como areia entre dedos;
versos soltos por uma outra manhã, ou
versos soltos aconchegando um féretro…
A vida, que é isto (amigos perdem o gás,
súbitos, e vêm então celebrá-los poetas,
os seus queridos poetas), vai descer à
terra, onde nada cessa e tudo se reagrega.
Zona da grã paciência, lá onde o anjo
que partiu dialogará, enfim, com o fantasma;
e os vivos, entre si, pedem lhes seja concedida
nova manhã de luto e luta. Vamos lá, vamos lá.
E já agora este desenho/poema do Luís Manuel Gaspar:
Nota – Aos três primeiros leitores deste blogue que o solicitem por e-mail, tenho todo o gosto em oferecer um exemplar da obra (por favor indicar morada para o envio).
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2 Responses to “Lembrar o Olímpio (2)”
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Cavalgámos a luz … / e eis-nos ante
o súbito lugar da eternidade:
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irrompe, surde desde a intimidade
da terra com a terra: obliterante
culmina o sentido dos sentidos:
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