‘Lire’ elogia Saramago
No último número da revista Lire (Fevereiro de 2008), André Clavel dedica meia página ao romance As Intermitências da Morte (recentemente editado pela Seuil com o título Les intermittences de la mort) do Nobel português. Depois de descrever em detalhe a ideia central do livro — uma muito saramaguiana reflexão sobre a morte, assente num reductio ad absurdum (euforia e descalabro de um país em que as pessoas deixaram de morrer) —, o crítico, que atribui à obra três estrelas em quatro, termina assim:
«Ce roman est une fable délirante, une farce tragi-comique où la métaphysique croise la pataphysique, où Cioran se fait alpaguer par le père Ubu. Et où Saramago brocarde joyeusement une humanité qui chavire parce que son plus vieux rêve — devenir immortel — se transforme soudain en cauchemar. Moralité: la mort, notre pire ennemie, n’est pas si detéstable que ça.»
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