‘Lire’ elogia Saramago

No último número da revista Lire (Fevereiro de 2008), André Clavel dedica meia página ao romance As Intermitências da Morte (recentemente editado pela Seuil com o título Les intermittences de la mort) do Nobel português. Depois de descrever em detalhe a ideia central do livro — uma muito saramaguiana reflexão sobre a morte, assente num reductio ad absurdum (euforia e descalabro de um país em que as pessoas deixaram de morrer) —, o crítico, que atribui à obra três estrelas em quatro, termina assim:

«Ce roman est une fable délirante, une farce tragi-comique où la métaphysique croise la pataphysique, où Cioran se fait alpaguer par le père Ubu. Et où Saramago brocarde joyeusement une humanité qui chavire parce que son plus vieux rêve — devenir immortel — se transforme soudain en cauchemar. Moralité: la mort, notre pire ennemie, n’est pas si detéstable que ça.»



Comentários

2 Responses to “‘Lire’ elogia Saramago”

  1. João on Fevereiro 7th, 2008 20:30

    E o Harold Bloom (no livro Genius) considera-o o melhor escritor (de prosa) vivo. :)

  2. Bibliotecário de Babel – Lídia Jorge na ‘Lire’ on Março 17th, 2008 1:06

    […] Clavel, o crítico da Lire que elogiou Saramago no número de Fevereiro da revista, volta a abordar um romance português na edição deste mês: […]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges