Listas

Em 2007, como os restantes mortais, li apenas uma ínfima parte dos cerca de 14 mil títulos publicados em Portugal. Pior: apesar de todos os meus esforços, sacrifícios e desmultiplicações, não cheguei a mais de um terço dos 200 ou 300 livros que namorei nas livrarias (ou recebi na redacção) e sobre os quais disse “este vou ter mesmo de ler”. É por isso que qualquer tentativa de escolher os “melhores livros do ano”, mesmo que sejam apenas “os meus melhores livros do ano”, nunca passará de um exercício algo frívolo, porque assente na aleatoriedade das opções do leitor que sou (sempre sujeitas a impulsos, hábitos, afectos, recusas, fidelidades, acasos, embirrações).
Dito isto, aqui vai o meu exercício algo frívolo sobre os livros de 2007:

Estrangeiros

  • Tudo o que sobe deve convergir, Flannery O’Connor, Cavalo de Ferro
  • Vertigens. Impressões, W. G. Sebald, Teorema
  • Orlando Furioso, Ludovico Ariosto, Cavalo de Ferro
  • Nikolai Gogol, Vladimir Nabokov, Assírio & Alvim
  • Na Praia de Chesil, Ian McEwan, Gradiva
  • O resto é silêncio, Augusto Monterroso, Oficina do Livro
  • O Último Leitor, Ricardo Piglia, Teorema
  • Pequenos Mistérios, Bruce Holland Rogers, Livros de Areia
  • Ravel, Jean Echenoz, Sextante
  • O sol se põe em São Paulo, Bernardo Carvalho, Cotovia 

 Portugueses

  • Aprender a rezar na Era da Técnica, Gonçalo M. Tavares, Caminho
  • O que foi passado a limpo, Armando Silva Carvalho, Assírio & Alvim
  • Prova de Vida, Pedro Mexia, Tinta da China
  • Oriente Próximo, Alexandra Lucas Coelho, Relógio d’Água
  • Setembro e Outros Contos, Luísa Costa Gomes, Dom Quixote
  • Cidade Proibida, Eduardo Pitta, QuidNovi
  • O Arquitecto, Rui Tavares, Tinta da China
  • Se me Comovesse o Amor, Francisco José Viegas, Quasi
  • O Acidente, Jorge Gomes Miranda, Assírio & Alvim
  • Hoje Não, José Luís Peixoto, Quasi

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges