Maravilhas da paternidade

Alice: «As lagartas são as crianças das borboletas, não é? (Pausa) Então as borboletas são os adultos das lagartas, não é?»



Comentários

4 Responses to “Maravilhas da paternidade”

  1. SPK on Agosto 26th, 2010 8:41

    Olá! Bom-dia! Para além da sua contribuicão crítica e literária, que muito aprecio, para ver se me vou esquentando nesta Noruega, agora, outonal, o que mais adoro, porque sou mãe do D. que talvez terá a idade da sua Alice são as maravilhas da paternidade/maternidade.

    Obrigada por esta partilha tão terna.

    SPK

  2. csd on Agosto 26th, 2010 11:42

    que coisa ão poética!

    parecem dois haiku…seria maravilhoso se todos nos transformássemos em borboletas quendo crescêssemos…!

    :-)

    Beijinho à lagartinha adorável,~.

    CSD

  3. fallorca on Agosto 26th, 2010 13:47

    Branco é, galinha o pôs 😛

  4. isabel ribeiro on Agosto 27th, 2010 1:01

    Uma dedução linda e poética a traduzir um raciocínio muito lógico para uma Alice “de palmo e meio”…. Imagino a autora deste monólogo a dizê-lo. Ainda se torna mais lindo e encantador.

    Bem, não tem muitas características de haiku… :( Haiku – poema curto, normalmente contém 17 sílabas métricas, dispostas em 3 versos, com 5, 7,5 sílabas, respectivamente. Talvez possa ser um “tanka”, poema mais longo.

    Bashô foi brilhante no desenvolvimento desta técnica, aparentemente tão simples e tão difícil, Alice é brilhante no jogar com as palavras.

    De Bashô:
    “Outono
    empoleirado num ramo seco
    um corvo”
    (pronto a comer as lagartas da Alice)

    De JPMésseder:
    “No verde do vale
    acendeu-se
    o lume das laranjas”
    (onde poisarão as borboletas da Alice)

    “No escuro da noite
    o sol
    aguarda a sua vez”
    (e as crianças e adultos da Alice retomarão os seus ciclos de vida)

    bjinho para a Alice.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges