Marcar na agenda

No próximo dia 27, pelas 21h30, a Casa Fernando Pessoa acolhe mais uma sessão dos “Livros em Desassossego”. Tema: os limites e obrigações da crítica literária. Estarão presentes Clara Ferreira Alves, Pedro Mexia e o autor deste blogue, numa conversa moderada por Carlos Vaz Marques. Na mesa, sentar-se-ão ainda Nuno Júdice, para apresentar o seu novo livro de poesia (A Matéria do Poema, Dom Quixote) e a editora Maria da Piedade Ferreira (Oceanos), que falará de três livros recentes que gostaria de ter publicado.



Comentários

7 Responses to “Marcar na agenda”

  1. obscuroobjecto on Março 16th, 2008 0:47

    e a ‘reportagem’ com o Sérgio Lavos??

  2. Ana Teves on Março 16th, 2008 10:09

    Acha para a discussão sobre os limites da crítica. Um exemplo recente:

    1. PTN é director da revista mensal MA, um “magazine” dedicado às artes, que inclui páginas com crítica literária;
    2. A D é uma editora do Porto;
    3. PTN estreia-se agora na ficção, com um livro publicado pela… D;
    4. No último número da MA, uma página ímpar inteira é dedicada a um livro de poesia da D.

    Pergunta: poderá um crítico arrasar um livro de uma editora onde o seu director se acaba de estrear como autor? Poderá esse mesmo (ou outro) crítico fazer a mesma coisa quando tocar (porque vai acabar por tocar) a escrever sobre o lívro do seu director? E se a editora aliciar também o crítico para a sua lista de autores, poderá o leitor pegar em revistas e jornais culturais sem sentir enjoo?

    Ana Teves
    Porto

  3. C on Março 16th, 2008 10:30

    Olha que perguntas tão ‘giras’. Eu leitora -pode, um livro editado, publicado, saído é, a partir daí, uma coisa completamente autónoma do autor e das suas conexões e influências laborais. Também o crítico que se atira a ele. Não deve, porque pode ficar sem emprego, ferir sensibilidades de amigos e parceiros e, de algum modo, ferir aspectos da ética profissional. Poderá ficar ainda cheio de problemas de consciência se o livro vender menos bem e de ter sido tão rigoroso. Fiel a si próprio e ao objecto que é o livro desconectado de outras ligações ou fiel a razões outras? Chatices.

  4. Ana Teves on Março 18th, 2008 11:52

    Caro/a C,

    já que gosta, aqui ficam outras peguntas giras, baseada noutra façanha desta editora setentrional D, ainda que envolvendo outro autor, jornalista/crítico para não variar e também ele invicto: e se o crítico editado se chatear e deixar de escrever sobre os livros da editora? Poderá o editor exigir reparação, ou simplesmente revelar o seu nojo de dama ofendida no blogue da editora, num post difamatório que fique online o tempo da cabeça esfriar?

    Ana Teves
    Porto

  5. C on Março 18th, 2008 13:53

    Sou um C feminino, obrigada pelas questões. Há por aí, em tudo o que descreve, qualquer coisa do tipo guerra de comadres e/ou do antes quebrar que torcer. Bem, o pessoal quer é vender (atitude mais que legítima) mas o crítico, é esse o principal sujeito dos nossos comentários, só o pode (deve) ser se, na sua formação pessoal e profissional puder assegurar-nos ,(a nós e ao livro), um grau de isenção, postura ética, rigor e imparcialidade (esta já semi contida na citada isenção) que nos permita levá-lo a sério (tal como a sua opinião), ainda que com a carga de individualidade e estratégias pessoais inerentes . Estes ,só por si, já determinam critérios na escolha das obras. Um crítico, a meu ver, tem sempre que mexer em livros saídos ‘actualmente’, mexer num ou outro clássico, e se tiver estaleca para isso, diversificar os géneros sobre os quais se debruça. Mas, Ana, se envolve mais vendas, dinheiros e ódios, quase não há convicção/diálogo que resista. Quanto aos blogues, para alguns podem servir só para arrasar, mas também dão a hipótese de se ir lá rebater e tentar repôr a verdade, coisa preciosa que ainda vamos podendo fazer. Também nos permitem mandar ‘recados’.

  6. António Luís Catarino on Março 24th, 2008 22:17

    Ana, e depois? E se eu gostar de editar jornalistas? E depois? A maior parte deles até vem às entrevistas já com os originais, que hei-de fazer? A minha editora tem fama entre os jornalistas com aspirações literárias. Já editei gente de dois jornais do Porto e agora o director da Magazine Artes, e tenho na mira outros. Roa-se de inveja para aí.

    ALC

  7. Pedro Teixeira Neves on Março 28th, 2008 15:46

    Acha para aferição dos limites da moral:

    Ana Teves (seja lá quem for a sujeita, mais provavlemente sujeito encapotado) MENTE — o que no caso equivale a crime — quando escreve palavras que atribui a António Luís Catarino no comentário anterior. Só quem não conhece ALC poderia acreditar que ele faria tais comentários.

    Ana Teves, que naturalmente não tem coragem para brandir argumentos que não seja por via do (presumido) anonimato que a net lhe garante, só pode ser uma de duas coisas: ou autor/a falhado/a ou editor/editora igualmente raso de qualidade.

    Resta saber se tem coragem para dar a cara.
    Que venha pôr em causa os critérios de isenção da revista que dirijo há seis anos, bem pode fazer o que entender, tanto mais que a sua opinião vale zero. Que ponha descaradamente palavras suas na boca de outra pessoa não é apenas baixeza, é também grave, muito grave. CRIME, sabia?

    pedro teixeira neves

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges