MCG vs. SJL

Na diversidade de opiniões de que se tem feito o I Encontro de Dezedores de Poesia, há um antagonismo que se destaca, até porque foi verbalizado nas duas sessões. É o que opõe São José Lapa, para quem a poesia dita em palco não faz sentido nos moldes tradicionais (antes exigindo, para ser eficaz e chegar às novas gerações, a exploração dos meios tecnológicos entretanto disponíveis), e Maria do Céu Guerra, para quem os poemas valem como os textos que são, sem necessitarem do recurso a imagens ou outros efeitos extraliterários. Para vincar a sua posição, Céu Guerra chegou mesmo a citar um poema de António Ramos Rosa que começa com estes dois versos:

«Onde a poesia se exibe como um espectáculo espectacular
não é poesia»



Comentários

2 Responses to “MCG vs. SJL”

  1. Águia de Ouro on Setembro 7th, 2009 15:54

    Toda a actividade relacionada com o Maior Clube do Mundo, está de volta ao Águia de Ouro.
    Depois de um blog em parceria com outras cores clubísticas, o Águia de Ouro regresso ao mais puro Benfiquismo!

    Desta vez venho acompanhado de outro Benfiquista, e num futuro próximo outros Benfiquista se juntarão a nós!!

    http://aguia-de-ouro.blogspot.com/

  2. Luís Graça on Setembro 8th, 2009 2:10

    Senhores ouvintes: uma coisa não exclui a outra. Não se pode é desligar a poesia da PALAVRA. Mas nunca intuir que os novos meios são indispensáveis.
    Basta uma voz e um poema.

    Depois, tudo depende das vozes. Valerio Massimo Manfredi, de improviso, na Embaixada de Itália, a declamar Dante, provocou-me arrepios. Ou Seamus Heaney, há uns anos, na Casa Fernando Pessoa.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges