Mestre (e está tudo dito)

A Academia Sueca deixou as suas habituais justificações floreadas (e por vezes esdrúxulas), atribuindo o Nobel de Literatura a Alice Munro, por ser «master of the contemporary short story». Só seis palavras. E basta. Porque é isso o que ela é: mestre contemporânea da arte do conto. Tal como Tchéckov, tal como Kafka, tal como Borges (escritores maiores que a Academia Sueca, hélas, nunca premiou).



Comentários

One Response to “Mestre (e está tudo dito)”

  1. LMR on Outubro 10th, 2013 15:02

    É a velha justificação da “tendência idealista” presente no testamento do Nobel.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges