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	<title>Comentários em: Números</title>
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	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
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		<title>Por: Nuno Seabra Lopes</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-48</link>
		<dc:creator>Nuno Seabra Lopes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 09:54:22 +0000</pubDate>
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		<description>Não julgo que se possa colocar bem nessa perspectiva, pois outros mercados têm regras de consignação e processos de devolução bem complexos - apesar de optarem por formatos estruturados e acordos em relação às devoluções. 
O caso da Gfk é sinal que é possível, quando as contas são feitas à boca da caixa, ou no caso da Byblos, onde o livestream (com troca EDI) permite acompanhar diariamente (depois de hora a hora) a venda real dos livros.
Em relação a valores globais, é óbvio que a multiplicidade de canais (e até de mercados) não permite obter um valor definitivo, pelo menos enquanto não houver controlo interno (e vontade de divulgar) por parte das editoras.
A questão do PoD não é parte do problema, pois já se fazem muitas tiragem após prospecção (por mais errados que por vezes até os resultados sejam), e futuramente toda a gente espera que processos de pré-venda possam igualmente funcionar.

Se em Portugal não há números (assim como, e somente, na Croácia) é porque não se quer, só assim se justifica este carácter de excepção.
Mas atenção, porque há números, se não houvesse números não havia investimento exterior - ninguém investe sem ter valores de mercado, taxas de retorno, etc, etc, etc.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não julgo que se possa colocar bem nessa perspectiva, pois outros mercados têm regras de consignação e processos de devolução bem complexos &#8211; apesar de optarem por formatos estruturados e acordos em relação às devoluções.<br />
O caso da Gfk é sinal que é possível, quando as contas são feitas à boca da caixa, ou no caso da Byblos, onde o livestream (com troca EDI) permite acompanhar diariamente (depois de hora a hora) a venda real dos livros.<br />
Em relação a valores globais, é óbvio que a multiplicidade de canais (e até de mercados) não permite obter um valor definitivo, pelo menos enquanto não houver controlo interno (e vontade de divulgar) por parte das editoras.<br />
A questão do PoD não é parte do problema, pois já se fazem muitas tiragem após prospecção (por mais errados que por vezes até os resultados sejam), e futuramente toda a gente espera que processos de pré-venda possam igualmente funcionar.</p>
<p>Se em Portugal não há números (assim como, e somente, na Croácia) é porque não se quer, só assim se justifica este carácter de excepção.<br />
Mas atenção, porque há números, se não houvesse números não havia investimento exterior &#8211; ninguém investe sem ter valores de mercado, taxas de retorno, etc, etc, etc.
<ul></ul>
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		<title>Por: CeeJay</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-41</link>
		<dc:creator>CeeJay</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 17:50:48 +0000</pubDate>
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		<description>Ainda os números e mais...

Não há números de vendas porque simplesmente não é possível, porque nunca se sabe muito bem o que está vendido. Há o problema das consignações, das devoluções, e do pagamento a perder de vista. Deste raciocínio se excluem, é claro, os best-sellers. A maioria das edições são de 1.000 exemplares ou menos - sendo que agora o mais indicado até é o &quot;print-on-demand&quot; - são colocadas nas livrarias à consignação, isto é, sem facturação nem previsão da mesma (já nem falo do recebimento efectivo).
Quem suporta o cash-flow do sector são os editores, porque as livrarias vendem a pronto, portanto não têm problemas de recebimentos; às gráficas tem que se pagar quando muito a 90 dias; o papel idem. Por isso não é possível parar de editar; e esperar ter a sorte de algum livro ajudar a sair do buraco.
Nunca concordei com o facto de a associação mais representativa do sector ser de &quot;editores e livreiros&quot; porque me parece que, ao juntá-los, não permite um diálogo construtivo para renovação do sector uma vez que quem vende acaba sempre por ter a faca e o queijo na mão; isto é, quem dita as regras são normalmente os livreiros. Nos descontos, nos prazos de devolução, no prazo de pagamento, nas consignações... diz-se: são  as regras do mercado. Enquanto assim for é muito complicado principalmente para as editoras de menor dimensão. Não é possível conciliar muitos dos interesses de uns e de outros.
O melhor de tudo isto é que há solução: passar a funcionar como todos os outros sectores, sem regras pré-definidas e normativas para todos os agentes que entram no mercado, or else...&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda os números e mais&#8230;</p>
<p>Não há números de vendas porque simplesmente não é possível, porque nunca se sabe muito bem o que está vendido. Há o problema das consignações, das devoluções, e do pagamento a perder de vista. Deste raciocínio se excluem, é claro, os best-sellers. A maioria das edições são de 1.000 exemplares ou menos &#8211; sendo que agora o mais indicado até é o &#8220;print-on-demand&#8221; &#8211; são colocadas nas livrarias à consignação, isto é, sem facturação nem previsão da mesma (já nem falo do recebimento efectivo).<br />
Quem suporta o cash-flow do sector são os editores, porque as livrarias vendem a pronto, portanto não têm problemas de recebimentos; às gráficas tem que se pagar quando muito a 90 dias; o papel idem. Por isso não é possível parar de editar; e esperar ter a sorte de algum livro ajudar a sair do buraco.<br />
Nunca concordei com o facto de a associação mais representativa do sector ser de &#8220;editores e livreiros&#8221; porque me parece que, ao juntá-los, não permite um diálogo construtivo para renovação do sector uma vez que quem vende acaba sempre por ter a faca e o queijo na mão; isto é, quem dita as regras são normalmente os livreiros. Nos descontos, nos prazos de devolução, no prazo de pagamento, nas consignações&#8230; diz-se: são  as regras do mercado. Enquanto assim for é muito complicado principalmente para as editoras de menor dimensão. Não é possível conciliar muitos dos interesses de uns e de outros.<br />
O melhor de tudo isto é que há solução: passar a funcionar como todos os outros sectores, sem regras pré-definidas e normativas para todos os agentes que entram no mercado, or else&#8230;
<ul></ul>
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		<title>Por: Certamente! Continuando nos números: 13.976</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-39</link>
		<dc:creator>Certamente! Continuando nos números: 13.976</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 16:03:01 +0000</pubDate>
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		<description>[...] ferramentas de análise&#8221;, recorda muito a propósito o José Mário Silva no fresquíssimo Bibliotecário de Babel. &#8220;E enquanto continuarmos assim, é difícil olhar para este sector com outra atitude que [...]&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] ferramentas de análise&#8221;, recorda muito a propósito o José Mário Silva no fresquíssimo Bibliotecário de Babel. &#8220;E enquanto continuarmos assim, é difícil olhar para este sector com outra atitude que [...]
<ul></ul>
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		<title>Por: João</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-32</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 02:04:33 +0000</pubDate>
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		<description>Deprimente é saber que numa vida não é possível ler todos os livros publicados num ano.

;)&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Deprimente é saber que numa vida não é possível ler todos os livros publicados num ano.</p>
<p> <img src='http://bibliotecariodebabel.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />
<ul></ul>
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		<title>Por: Paulo Ferreira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-30</link>
		<dc:creator>Paulo Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 01:16:08 +0000</pubDate>
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		<description>Já que falamos de números (num sector onde não há números, tudo é um mistério), é sempre interessante verificar (mesmo que de forma empírica) de que forma esta profusão editorial se relaciona com o número de títulos reservados a cada um dos editores. Aí conseguimos perceber bem um dos maiores paradoxos do sector. Uma oferta, do ponto de vista de agentes (editores), absolutamente atomizada face a um retalho que está cada vez mais concentrado, no qual uma tríade representa cerca de 80% do mercado. Assim, não admira que a analogia do iogurte esteja cada vez mais em voga, i.e., o livro tem o prazo de validade deste produto lácteo.

Depois é ainda interessante verificar que, por questões contabilistico-financeiras, não é, de facto, possível ao editor parar de produzir. E eis que chega outra analogia: a do ciclista - tem de continuar a pedalar, pois se parar... cai.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já que falamos de números (num sector onde não há números, tudo é um mistério), é sempre interessante verificar (mesmo que de forma empírica) de que forma esta profusão editorial se relaciona com o número de títulos reservados a cada um dos editores. Aí conseguimos perceber bem um dos maiores paradoxos do sector. Uma oferta, do ponto de vista de agentes (editores), absolutamente atomizada face a um retalho que está cada vez mais concentrado, no qual uma tríade representa cerca de 80% do mercado. Assim, não admira que a analogia do iogurte esteja cada vez mais em voga, i.e., o livro tem o prazo de validade deste produto lácteo.</p>
<p>Depois é ainda interessante verificar que, por questões contabilistico-financeiras, não é, de facto, possível ao editor parar de produzir. E eis que chega outra analogia: a do ciclista &#8211; tem de continuar a pedalar, pois se parar&#8230; cai.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: Luís Carlos Silva</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/numeros/comment-page-1/#comment-29</link>
		<dc:creator>Luís Carlos Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 23:22:06 +0000</pubDate>
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		<description>Mesmo assim ainda andamos muito longe dos 121 mil títulos publicados (em 2006) só em Inglaterra, como nos diz George Steiner n&#039;O Silêncio dos Livros. Isto sim é um número quase inconcebível.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo assim ainda andamos muito longe dos 121 mil títulos publicados (em 2006) só em Inglaterra, como nos diz George Steiner n&#8217;O Silêncio dos Livros. Isto sim é um número quase inconcebível.
<ul></ul>
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