O ano Camus
Fez ontem 50 anos que morreu Albert Camus. Por cá, a efeméride passou praticamente despercebida, mas em França não se fala noutra coisa, com o nome do autor de O Estrangeiro a servir de mote quer a intelectuais de todos os quadrantes, quer aos oportunismos retóricos de Sarkozy. Para Grégoire Leménager, do Nouvel Obs (revista que dedica esta semana ao autor nascido na Argélia um dossier especial), 2010 está condenado a ser um ano camusiano, porque, cinco décadas após a sua morte, Camus «conhece uma apoteose que, para um escritor, vale todos os panteões do mundo». Isto é, em vez de jazer nas bibliotecas, voltou a invadir as livrarias. E a ser discutido, levado à cena, homenageado, citado, etc. Como todas as beatificações literárias, esta também terá os seus aspectos perversos, os seus abusos e apropriações ilegítimas. Mas se houver mais gente a (re)descobrir um autor que parecia um pouco esquecido, o burburinho não terá sido em vão.
Comentários
2 Responses to “O ano Camus”
- Melancólicas criaturas em 20 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 20 de Maio de 2012
- Um rato através da anaconda em 20 de Maio de 2012
- Os reflexos do mal em 19 de Maio de 2012
- O que aí vem (Esfera do Caos) em 19 de Maio de 2012
- Camané no ‘Avenida de Poemas’ em 18 de Maio de 2012
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 18 de Maio de 2012
- Juan Marsé: “Ao romancista não basta a realidade, ele tem de ir sempre um pouco mais além” em 18 de Maio de 2012
- Cinco poemas de Liberto Cruz em 17 de Maio de 2012
- A pirâmide alimentar dos escritores em 17 de Maio de 2012


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é claro que não…
felizmente
csd
Há um livro do Camus em vista no meu rol de leituras previstas para este ano, O Exílio e o Reino, uma antologia com seis contos ao todo. Finalmente conhecerei esse autor que está sendo praticamente redescoberto na contemporaneidade.