O futuro de Borges

Jorge Luis Borges faria hoje, se fosse vivo, 110 anos. Um detalhe sem grande importância, parece-me, se se acreditar, como acredito, que Borges é dos poucos que ascendou a uma espécie de eternidade literária. A propósito da efeméride, o Senhor Palomar pede que me pronuncie sobre este texto de Alejandro Vaccaro, no qual se defende que no «futuro se hablará de Borges como de Shakespeare o Dante». Sim, claro que sim, claro que se falará. Alguém duvida? E concordo com Vaccaro noutra afirmação: Borges pode não ter sido o melhor escritor de todos os tempos (nem ele aspiraria a tanto) mas foi certamente o melhor leitor de todos os tempos. Aliás, invejo ainda mais as suas leituras do que os seus maravilhosos poemas, contos e ensaios.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges