“O livro pediu para parar ali”

O Diário de Notícias publica hoje, nas suas páginas centrais, uma entrevista de Isabel Lucas a Pepetela. Começa assim:

«Quando terminou o romance Os Predadores disse que lhe apeteceu beber champanhe. No fim deste livro voltou a ter essa vontade?
Foi diferente. Este livro foi um jogo, espécie de brincadeira. Eu estava mais à vontade. Não estava tão agarrado à realidade. É ficção pura e quando terminei, pensei: “Isto até dava mais umas 800 páginas.” Mas tinha de parar. Foi um livro que não me custou escrever. Podia inventar as sociedades que quisesse e tive até uma certa pena de parar. No outro apeteceu-me beber champanhe talvez por saber que estava a fechar um ciclo. Houve um corte e um corte fundo.

E porque parou se o livro poderia ser o triplo?
O livro estava a pedir-me para parar ali.»

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