O mistério da Póvoa

Escrevo este post sentado no chão de madeira do segundo balcão do Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, enquanto lá em baixo Ana Luísa Amaral, António Victorino D’Almeida, Domingo Villar, Onésimo Teotónio de Almeida, Susana Fortes, Vasco Graça Moura e Maria Flor Pedroso (moderadora) falam na sétima mesa das Correntes d’Escritas. Escrevo no chão de madeira, no meio de dezenas de outras pessoas sentadas junto à porta, porque não há um único lugar livre no auditório, sentado ou de pé, nos degraus das escadas ou ao longo das paredes laterais. E isto aconteceu em quase todas as sessões. As Correntes sempre foram isto, um extraordinário e quase inexplicável sucesso de público, mas nunca vi tanta gente como este ano.
Em tempo de depressões e cortes, valham-nos as Correntes, iniciativa cultural resistente a todas as crises. Parabéns, Manuela Ribeiro e Francisco Guedes. Chega-se à Póvoa para matar saudades. Sai-se daqui cheio de esperança.



Comentários

One Response to “O mistério da Póvoa”

  1. isabel ribeiro on Fevereiro 24th, 2013 10:28

    De facto, o sentir colectivo que experienciamos nas Correntes transportam-nos para um outro universo, onde o acreditar na mudança, que se deseja rápida, parece não deixar dúvidas. Saímos de cabeça levantada, sorridentes e confiantes.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges