O que aí vem (e eu esfrego as mãos de contente, em antecipação)
- Num dos almoços das Correntes, o Jorge Sousa Braga garantiu-me que sairá em breve, na Assírio, a sua tradução de uma antologia do poeta polaco Zbigniew Herbert (de que faz parte este poema, revelado aqui no BdB). O título: Escolhido pelas Estrelas.
- Leonardo Padura revelou estar a escrever neste momento um romance sobre Leon Trotsky e o seu assassino, Ramón Mercader.
- Diogo Madre Deus, da Cavalo de Ferro (a editora que em 2007 publicou a primeira tradução completa do Orlando Furioso para a nossa língua), garantiu-me que na Primavera dará à estampa um romance que já se perfila como o grande acontecimento editorial de 2008: Rayuela, de Julio Cortázar. O título português será, em princípio, O Jogo da Vida.
Comentários
14 Responses to “O que aí vem (e eu esfrego as mãos de contente, em antecipação)”
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A respeito do Cortázar, uma dúvida: na Europa as crianças não brincam do jogo da amarelinha (rayuela)?
A tradução brasileira do livro é “O Jogo da amarelinha”. Não poderia ser o título em Portugal?
Very nice poem.
Saint-Clair,
Em Portugal, se traduzíssemos à letra, o título seria ‘O Jogo da Macaca’, que não é propriamente uma designação muito elegante.
Zé Mário, então e “Cabra Cega”?
José Mário: obrigado pelas informações. Realmente, não ficaria nada bonito. Mas “O jogo da vida” me parece um título tão… não sei bem precisar… tão clichê. Além do mais, no Brasil haveria a imensa desvantagem de já haver a tradução de um romance de Anne Tyler com o mesmo título.
Fallorca: aqui no Brasil, pelo menos, “cabra cega” e “jogo da amarelinha” são duas brincadeiras infantis distintas.
Saint-Clair Stockler, não interprete o comentário como arrogante ou ofensivo, porque não é, mas estamos a falar de uma edição em língua portuguesa…
Seja lá qual for o título, e não é que isso não seja relevante, o que registo é que, finalmente, vamos ter a «Rayela» em português. Obrigado pela boa notícia.
Hoje é já a segunda vez que me cai uma letra do meio de uma palavra. «Rayuela», claro, que comprei não há muito tempo numa livraria de Santiago do Chile e que vou lendo seguindo «el tablero de dirección» que nos conduz de um capítulo a outro, como num jogo de cabra-cega.
Ora vê, como não só encontrou a tal letra, o “U” em falta, como acabou por dizer o tal título?
Abraço
Fallorca: eu entendi
Só queria saber se “cabra cega” e “jogo da macaca” são o mesmo jogo aí em Portugal, porque não tenho essa informação e sou curioso… rsrsrs.
Saint-Clair,
Que eu saiba, são dois jogos diferentes. O jogo da macaca é feito saltando entre linhas marcadas no chão, a cabra-cega é uma criança vendada no meio de outras, tentando adivinhar a identidade do primeiro vulto que apanhar.
Oi José Mário,
Então é que nem aqui
Olá, Saint!
O mundo é mesmo pequenino:D
Beijo
Lili,
Amiga querida! Que bom vê-la por aqui… O mundo é mesmo pequenino