O que lêem os críticos quando não são obrigados a ler (4)

Rogério Casanova

Rogério Casanova (escreve sobre livros no Expresso e, em breve, na revista Ler):

«Julgo falar em nome de todos os críticos literários de férias quando digo que as férias só começam verdadeiramente quando nós – os críticos literários de férias – nos encontramos numa paragem dos TST à espera do autocarro para o Meco, envergando apenas um boné e par de chanatos azuis, com uma edição em grego da Ilíada aninhada na cova do braço.
As férias são a melhor altura do ano para nós, os críticos literários de férias, uma vez que nos providenciam uma oportunidade única para ler a Ilíada em grego sem nos sentirmos atrapalhados por vestuário. Nós, os críticos literários de férias, discordamos das opções geoestratégicas de Agamemnon enquanto o vento costeiro nos açoita o torso musculado com rajadas de, nomeadamente, areia fina.»

capa Homero em grego

Ἰλιάς, de Homero

Ancient Greek for Dummies

The Ancient Greeks for Dummies, de Stephen Batchelor

Troy, o DVD

Troy, de Wolfgang Petersen (two-disc widescreen edition DVD)

– Dicionário de Grego-Português e Português-Grego, de Isidro Pereira, S.J.

Guia Record Época 2008/09



Comentários

3 Responses to “O que lêem os críticos quando não são obrigados a ler (4)”

  1. Jorge P. on Agosto 22nd, 2008 10:26

    Rogério Casanova no seu estado mais cremoso e condimentado!

    Porém, desaconselho o transporte de livros e DVDs (mais respectivo leitor) na cova do braço. A micro-rotura de ligamentos está sempre espreita.

  2. cris on Agosto 22nd, 2008 13:37

    Gaita. Pensei que era desta que ia conhecer a cara do Casanova…

  3. joão sottomayor on Agosto 23rd, 2008 8:29

    Este rapaz é um bocadinho parvo ou é impressão minha?!
    E também ainda não tem a mão feita para as estrelinhas … deve achar que ser bom é ser contido nas estrelas … mais um …

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges