Os favoritos para o Nobel
Todos os anos, a poucos dias da entrega do Prémio Nobel da Literatura (este ano será a 9, próxima quinta-feira), surgem as listas dos favoritos entre os favoritos. O mais curioso é que as listas não variam muito e há nomes que já têm lugar marcado, como Philip Roth, Claudio Magris e Adonis. Em 2008, a Ladbrokes voltou a ordenar os escritores segundo a lógica dos apostadores a dinheiro (ver lista completa aqui). E o top-10 é este:
- Claudio Magris (3/1)
- Adonis (4/1)
- Amos Oz (5/1)
- Joyce Carol Oates (5/1)
- Philip Roth (5/1)
- Don DeLillo (7/1)
- Haruki Murakami (7/1)
- Les Murray (7/1)
- Yves Bonnefoy (10/1)
- Inger Christensen (14/1)
Resta saber se as possibilidades de Philip Roth, Joyce Carol Oates e Don DeLillo não minguaram subitamente com as disparatadas afirmações de Horace Engdahl, Secretário Permanente da Academia Sueca, segundo o qual «os EUA não participam no grande diálogo da literatura».
No caso desta espécie de ameaça se revelar apenas uma cortina de fumo, pode ser que o Nobel vá para um quarto norte-americano de que se também se fala sempre: Thomas Pynchon. Nesse caso, a Ladbrokes volta a fazer apostas. Será que o autor de Gravity’s Rainbow vai aparecer a 10 de Dezembro em Estocolmo, para receber a medalha e o diploma das mãos do rei sueco, ou manterá a sua lendária reclusão? Neste momento, quem apostar uma libra na presença de Pynchon arrisca-se a ganhar 40.
Comentários
11 Responses to “Os favoritos para o Nobel”
- Melancólicas criaturas em 20 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 20 de Maio de 2012
- Um rato através da anaconda em 20 de Maio de 2012
- Os reflexos do mal em 19 de Maio de 2012
- O que aí vem (Esfera do Caos) em 19 de Maio de 2012
- Camané no ‘Avenida de Poemas’ em 18 de Maio de 2012
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 18 de Maio de 2012
- Juan Marsé: “Ao romancista não basta a realidade, ele tem de ir sempre um pouco mais além” em 18 de Maio de 2012
- Cinco poemas de Liberto Cruz em 17 de Maio de 2012
- A pirâmide alimentar dos escritores em 17 de Maio de 2012


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário






O Pynchon em Estocolmo tinha graça… Por mim, acho que provavelmente enviaria o cão Pugnax, do último livro dele (Against the Day) para receber o prémio.
Admito que os livros do Pynchon são muito grandes e aquele inglês suculento não é para o dente de qualquer tradutor, mas é uma pena que esteja tão pouco traduzido em Portugal.
Mas ninguém se apercebe de que o Murakami é um embuste? O homem faz colagens de filmes que viu ou de livros que leu, e não as faz bem feitas. Tenho a sensação de ser enganada ao lê-lo. E percebe-se o que ele pensa enquanto escreve: sou tão inteligentezinho.
“E percebe-se o que ele pensa enquanto escreve: sou tão inteligentezinho” Isso é bem verdade com alguns escritores. Quando leio o Miguel Sousa Tavares, leio o que ele pensa: “sou famoso e filho da Sophia… não me vai dizer que já não sente arrepios na coxas” O estranho é que sou homem: o miguel dev andar senil….
A Assessoria Lda. vem, a pedido de um seu cliente que deseja permancer anónimo, que uma junta de avalizadíssimos críticos suecos, liderada por Frantzik Joseph Viegen e outros 7 (que misteriosamente se atiraram em grupo à linha Estocolmo-Upsala) indigitou o nome do autor do livro “De Ultmen Papen” (título sa edição sueca) para a shortlist (shortlisten, em sueco) do Prémio.
Atenciosamente,
O Assessor.
E Vargas LLosa? E Salman Rushdie?
Alguma chance para o Antônio Lobo Antunes ou teremos que esperar mais cem anos para ter outro autor em língua portuguesa escolhido depois de José Saramago…
Caro Alexandre,
Até é possível que o Lobo Antunes venha a ganhar o Nobel um dia, mas não me parece que seja este ano. Há vários indícios de que ele estará fora da corrida.
E Umberto Eco?
Será por não ter muitos livros publicados?
Para quem estiver interessado, tenho o ” Ontem Não Te Vi…no Rossio” do Lobo Antunes, que tentei ler já umas 50 vezes infrutiferamente, e que oferecerei, com muito prazer! ( Pedidos para o meu endereço).
No dia em que o “Homem” consiga o Nobel ( Nóbel, como diz um outro candidato, Rodrigues dos Santos), juro que lançarei todos os livros do Eça e os do Torga ao cesto dos pápeis ( de pápel, a exemplo de Nóbel).
Saudações
Augusto Silva
Ora, o Lobo Antunes é um cardápio de adjectivos. Não me parece que mereça o Nobel ou o quer que seja. É um bom escritor, mas não um escritor de fulgor. Um funcionário escritor, em suma. E acrescento que a sua suposta superioridade moral me irrita solenemente. Suposta, claro.
Desses candidatos todos é claro que gostaria que o Pynchon ou o Roth ganhassem o dito. O Pynchon tem sido ostracizado em Portugal não apenas pelas editoras mas por uma certa intelligentsia que repudia uma certa literatura de ideias. O autor português mais reconhecido dessa certa literatura de ideias é mesmo o Gonçalo M. Tavares. De resto não se vislumbra quase ninguém que não tenha pudor em falar sobre tudo o que é sujo e confuso e sobre tudo o que é natureza. No sentido mais rude. Parece que ainda há uma visão muito cerrada e serôdia sobre certos temas que não devem ser incluídos na literatura.
[...] Nobel de 2008 não foi para Roth nem para outro norte-americano, como já se previa. Foi para um [...]