-
Correio
Mensagens, sugestões, contributos e notícias devem ser enviados para josemariosilva [arroba] bibliotecario debabel.com
-
Posts recentes
Comentários recentes
- A ‘Leitura Furiosa’ em voz alta | Bibliotecário de Babel em Oito meninos juntos decidem contar uma história
- Irmão Karamazov em Tolstoi ou Dostoievski?
- Octávio dos Santos em Mia Couto: “Eu só me sinto vivo se estiver inventando a minha própria vida”
- Mia Couto: “Eu só me sinto vivo se estiver inventando a minha própria vida” | Bibliotecário de Babel em Entre homens e leões
- GilRikardo-Blog em Sobre desvios ao plano de leitura
Categorias
- Atrás do Balcão
- Bibliotecas
- Blogosfera
- Cinema
- Convidados
- Críticas
- Crónicas
- Curiosidades
- Diário do Booker (2008)
- Diário do Booker (2009)
- Diário do Booker (2010)
- Diário do Booker (2011)
- Diário do Goncourt (2008)
- Divulgação
- Entrevistas
- Excertos
- Feira de Frankfurt 2011
- Futebol
- Geral
- Grande Oferta de Livros do BdB
- Grande Oferta de Livros do BdB – 2
- Imprensa estrangeira
- Imprensa portuguesa
- Leitura Furiosa
- Literatura brasileira
- Livrarias
- Maravilhas da paternidade
- Mundo editorial
- Notícias
- O que lêem os críticos quando não são obrigados a ler
- Obituário
- Pré-publicação
- Teatro
- Tecnologia
- Televisão
- Vozes de escritores
Arquivo
- Maio 2012
- Abril 2012
- Março 2012
- Fevereiro 2012
- Janeiro 2012
- Dezembro 2011
- Novembro 2011
- Outubro 2011
- Setembro 2011
- Agosto 2011
- Julho 2011
- Junho 2011
- Maio 2011
- Abril 2011
- Março 2011
- Fevereiro 2011
- Janeiro 2011
- Dezembro 2010
- Novembro 2010
- Outubro 2010
- Setembro 2010
- Agosto 2010
- Julho 2010
- Junho 2010
- Maio 2010
- Abril 2010
- Março 2010
- Fevereiro 2010
- Janeiro 2010
- Dezembro 2009
- Novembro 2009
- Outubro 2009
- Setembro 2009
- Agosto 2009
- Julho 2009
- Junho 2009
- Maio 2009
- Abril 2009
- Março 2009
- Fevereiro 2009
- Janeiro 2009
- Dezembro 2008
- Novembro 2008
- Outubro 2008
- Setembro 2008
- Agosto 2008
- Julho 2008
- Junho 2008
- Maio 2008
- Abril 2008
- Março 2008
- Fevereiro 2008
- Janeiro 2008
- Dezembro 2007
-
Meta
Os inefáveis
«Os gatos são palavras com pêlo. Os gatos, como as palavras, rondam à volta dos humanos sem nunca se deixarem domesticar. É tão difícil meter um gato num cesto quando temos um comboio para apanhar do que ir à nossa memória caçar a palavra exacta e convencê-la a tomar o seu lugar na página em branco. Palavras e gatos pertencem ambos à raça dos inefáveis.»
[in Dois Verões, de Erik Orsenna, trad. de Luís Ruivo Domingos, Teorema, 2009]
publicou o Bibliotecário de Babel às 22:48 de Terça-feira, 4 de Agosto de 2009 para o arquivo Geral.
Partilhar:
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
Assinar publicação:
feed RSS
email diário
Comentários
11 Responses to “Os inefáveis”
- Por uma Esquerda que não permaneça, de braços caídos, passiva e mole, a assistir ao colapso de todas as suas conquistas em 16 de Maio de 2012
- Carlos Fuentes (1928-2012) em 16 de Maio de 2012
- Noites do ‘Mauritânia’ em 15 de Maio de 2012
- As praias do Arizona em 15 de Maio de 2012
- Balanço da Feira do Livro em 14 de Maio de 2012
- O que aí vem (Cavalo de Ferro) em 14 de Maio de 2012
- A ‘Leitura Furiosa’ em voz alta em 13 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 13 de Maio de 2012
- Queres que te faça um desenho? em 13 de Maio de 2012
- A última noite do mundo em 12 de Maio de 2012
Pub
A minha outra morada
Blogues sobre livros
- 1979
- 2666
- A Livreira Anarquista
- A Rendição da Luz
- A volta do parafuso
- Acordo Fotográfico
- adrian&pandora
- Alêtheia
- Arte de Ler
- Assírio & Alvim
- Autores e Livros
- Beco das Imagens
- BiblioFilmes
- Biblioteca Imaginária
- Blog da Companhia
- Blog da Cotovia
- BlogTailors
- Bruaá
- Cadeirão Voltaire
- Ciberescritas
- Circo da Lama
- Contra Mundum
- ContraCapas
- Déjà Lu
- Escrita em Dia
- Espaço Llansol
- Este Ofício de Poeta
- Estrela Selvagem
- Extratexto
- Fonte de Letras
- Frenesi
- Fundação José Saramago
- Girl Meets Books
- Horas Extraordinárias
- Inventario (Lauren Mendinueta)
- Kindle Portugal
- Lavorare Stanca
- Ler ebooks
- Letra pequena
- Livraria Pó dos Livros
- Livraria Poesia Incompleta
- Livraria Trama
- Livrarias Assírio & Alvim
- Livros à volta do Mundo
- Livros de Areia
- Livros [s]em critério
- Moleskine Literário
- Montag
- Mundo Pessoa
- Murakami PT
- No vazio da onda
- Nunca Mais
- O Absurdo
- O Bibliotecário Anarquista
- O Bicho dos Livros
- O caderno de Teoria da Edição
- O Cheiro dos Livros
- O leitor sem qualidades
- O Novo Ecléctico
- O que cai dos dias
- O silêncio dos livros
- O Vermelho e o Negro
- Oficina do Livro
- Olho da Letra
- Orgia Literária
- Os Livros Ardem Mal
- Os Meus Livros
- Outras Luzes
- OVNI
- Peixinho-de-prata
- Planeta Livro
- Planeta Tangerina
- PNET Literatura
- Poesia & Lda.
- Porosidade Etérea
- Professor José Cid
- Queridas Bibliotecas
- Quetzal
- Quintas de Leitura
- Relógio d’Água
- Revista Agio
- Revista Ler
- Senhor Palomar
- Sulscrito
- Tantas Páginas
- Textos de Contracapa, 2
- The Malcolm Lowry Foundation Blog
- Vida de Livreiro
Outros blogues
- A Causa Foi Modificada
- A Ervilha Cor de Rosa
- A Memória Inventada
- A Namorada de Wittgenstein
- A Natureza do Mal
- A Origem das Espécies
- A Terceira Noite
- A vez do peão
- Abrupto
- Adufe 4.0
- Albergue Espanhol
- Alexandre Soares Silva
- Almocreve das Petas
- Ana de Amsterdam
- Animais Domésticos
- Antologia do Esquecimento
- Ar do Tempo
- Arrastão
- As Afinidades Efectivas
- As Aranhas
- Aspirina B
- Auto-retrato
- Avatares de um desejo
- Bandeira ao Vento
- Blogue de Letras
- Bomba Inteligente
- Casa de Cacela
- casa de osso
- Cibertúlia
- Cinco Dias
- Complexidade e Contradição
- Coração Duplo
- Corta-fitas
- Córtex Frontal
- Da Literatura
- De que falamos quando falamos de correr
- Diário
- Dias com árvores
- dias felizes
- Estação Central
- Estado Civil
- Ex-Ivan Nunes
- Fábrica Sombria
- Floresta do Sul
- Gattopardo
- Hospedaria Camões
- Indústrias Culturais
- irmaolucia
- João Tordo
- José Luís Peixoto
- La double vie de veronique
- Lei Seca (Pedro Mexia)
- Letra de Forma
- Letratura
- MariaMacaréu
- Mas certamente que sim!
- Máscara&Chicote
- Meditação na Pastelaria
- Miniscente
- Não tenho vida para isto
- O Avesso do Avesso
- O Caderno de Saramago
- O Escafandro
- O funcionamento de certas coisas
- O Jansenista
- O Jardim Assombrado
- O Melhor Anjo
- Os Canhões de Navarone
- Os Tempos que Correm
- País Relativo
- Pastoral Portuguesa
- Paulinho Assunção
- Pedro Rolo Duarte
- Poesia distribuída na rua
- Ponto Media
- Raposas a sul
- Retentiva
- Rua da Castela
- Rua da Judiaria
- Rui Tavares
- Serialholic
- Sete Sombras
- shavenpudenda
- Sinusite Crónica
- Sniper
- sound + vision
- Speechless
- SushiLeblon
- Teatro Anatómico
- Tio Vânia
- Trans-Ferir
- Tristram Shandy
- umblogsobrekleist
- Vida Breve
- Vidro Duplo
- Voz do Deserto
- Welcome to Elsinore
- Zero de Conduta
Contadores e Technorati
-
Nuvem de tags
- "Rogério Casanova" A. M. Pires Cabral Acordo ortográfico Afonso Cruz Agustina Bessa-Luís Alexandra Lucas Coelho Amadeu Baptista Ana Luísa Amaral Ana Teresa Pereira António Barahona António Ferra António Lobo Antunes Armando Silva Carvalho Arménio Vieira Atiq Rahimi Bruce Holland Rogers Byblos Correntes d'Escritas David Foster Wallace Dinis Machado Don DeLillo Edgar Allan Poe Efeito Borboleta Enrique Vila-Matas Eugénio de Andrade F. J. Viegas Feira do Livro Fernando Assis Pacheco Fernando Pessoa Ferreira Gullar Festival Literário da Madeira Francisco José Viegas Gastão Cruz Gonçalo M. Tavares Herberto Helder Hélia Correia I Encontro de Dezedores de Poesia (Praia da Vitória) Ian McEwan Inês Lourenço J. D. Salinger J.M.G. Le Clézio James Joyce JG Ballard Jogos Olímpicos John Updike Jonathan Franzen Jorge Fallorca Jorge Luis Borges José Cardoso Pires José Carlos Fernandes José Luís Peixoto José Rodrigues dos Santos José Saramago João Luís Barreto Guimarães João Tordo João Ubaldo Ribeiro Julio Cortázar Leya Luiz Pacheco Luz Indecisa Lydia Davis Manuel Alegre Manuel António Pina Manuel de Freitas Margarida Ferra Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria Velho da Costa Mario Vargas Llosa Martin Amis Mia Couto Miguel Cardoso Miguel Esteves Cardoso Miguel-Manso Mário de Carvalho Negócios Nuno Dempster Olivier Rolin Olímpio Ferreira Paulo Tavares Paulo Teixeira Pinto Pedro Mexia Pedro Tamen Pierre Assouline Poesia Prémios Roberto Bolaño Rubem Fonseca Rui Manuel Amaral Ruy Belo Sophia de Mello Breyner Andresen Stieg Larsson Thomas Pynchon Tomas Tranströmer valter hugo mãe Vladimir Nabokov Vítor Nogueira YouTube Zadie Smith 2666
À venda nas livrarias:
À venda no Brasil:



Receba por e-mail




In (não)¨+ fa ( do verbo femi, grego antigo para ‘falar)+vel (sufixo de qualidade)=inefável= ‘o que não pode ser dito’
AS PALAVRAS PODEM E DEVEM SER DITAS.
OS PARAÍSOS ARTIFICIAIS
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.
Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.
Os cânticos das aves – não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.
Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.
A minha terra não é inefável.
A vida da minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.
Jorge de Sena
O erro de português («do que» em lugar de «como») resulta da transcrição ou consta mesmo do original? Se sim, é pena porque dá logo vontade de ler o livro na língua original…
Talvez por isso
prefiro os cães
que olham a lua cheia de nada
Rita,
O erro consta do original, claro. Quando transcrevo qualquer coisa de um livro, não altero uma vírgula (mesmo que essa vírgula esteja mal colocada). Agora, não deixa de ser irónico este erro básico do tradutor, porque o livro é justamente sobre o trabalho de tradução e as dificuldades a ele associadas.
Com erro e tudo, adorei este texto, e já o repassei a dois amigos que amam gatos. Obrigada!
)
Se não é deslize de transcrição (perfeitamente possível), então é grave, se ainda por cima me diz que o livro é sobre os problemas da tradução! Bom, sendo assim, e a julgar por esta amostra, mais vale comprar a versão original ou a tradução noutra língua. Será que o livro não teve revisão?
Cumprimentos!
O erro é efectivamente grave,sobretudo porque revela desatenção, para não dizer descuido, o que definitivamente deve evitar-se quando se procura traduzir, na razão do respeito que o autor e os leitores devem merecer.
Deixo ainda uma sugestão para o José Mário, se me permite. Em casos como este, em que os textos transcritos apresentem gralhas ou erros, seria porventura útil acrescentar uma nota que deles desse conta. Por uma questão de pedagogia.
Miguel,
Sugestão aceite. Procurarei apontar os erros, sempre que os detectar. E conto também com a atenção (e a exigência) dos leitores deste blogue.
Eis o original:
«Les chats sont des mots à fourrure. Comme les mots, ils rôdent autour des humains sans jamais se laisser apprivoiser. Il est aussi difficile de faire entrer un chat dans un panier, avant de prendre le train, que d’attraper dans sa mémoire le mot juste et le convaincre de prendre sa place sur la page blanche. Mots et chats appartiennent à la race des insaisissables.»
Erik Orsenna, Deux étés, Fayard, 1997, pág. 31.
Penso ser também muito discutível traduzir «insaisissables» (‘o que é difícil de apanhar; o que não se deixa apanhar’) por «inefáveis».
De facto, acho que “inapreensíveis” seria uma tradução mais certeira do que “inefáveis”.
E embora seja uma preferência pessoal (por considerar a primeira oração deselegante) acho que seria mais aconchegador dizer que “os gatos são palavras felpudas”.
- António