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Para lá da melancolia

«Neste quadro, a nota cinematográfica, como aliás acontece em bastante pintura posterior ao cinema, ilumina o carácter fantasmagórico da pintura. Os fantasmas pedem uma linguagem de fantasmas. O cinema é diferente da pintura não apenas por a sua imagem ser em movimento, mas também porque, ao contrário da pintura, em que a singularidade do objecto (a “aura”, chamou-lhe W. Benjamin) não é, em absoluto, reprodutível, o objecto fílmico só é reprodutível, só existe em cópia, só existe como fantasma. Talvez tenha sido isso o que levou Bergman dos palcos ao cinema. Se o palco é um lugar de fantasmas, o cinema é, por condição de partida, a linguagem dos fantasmas.
O que me interessa neste quadro é que, na substância do silêncio que há nele, na sua eloquência distante e melancólica, repercute a intensidade do encontro das línguas: teatral, pictórica, cinematográfica. Que dessa eloquência se fazem as figuras entre as quais nos movemos. Assim eu posso ver, na sucessão de planos em que a luz em campo e contracampo actua, um movimento regressivo em que depois da melancolia está a infância. Ela não aparece como um momento antecedente e primordial. Aparece como uma condição menor, talvez uma matriz do disforme. No palco não há antes e depois. No cinema o espaço de cena é todo o espaço imaginável. A criança antiga (digo antiga porque o plano cénico é recuado) é filha da actualidade da dor, da actual melancolia. E para lá da melancolia há a luz branca.»

[in O Quadro, a Música, os Filmes, o Palco - em torno de um guache de Menez, de Maria Andresen, revista Relâmpago n.º 23, Outubro de 2008]



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