Passatempo ‘Efeito Borboleta’ (parte 2)

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Para ilustrar um dos conceitos centrais da teoria do Caos, segundo o qual “ínfimas diferenças nas condições iniciais de um dado sistema não linear podem provocar grandes diferenças nas condições finais”, o matemático e meteorologista Edward Lorenz deu a uma conferência, proferida em 1972 na American Association for the Advancement of Science, um título que se tornou lendário: Predictability: Does the Flap of a Butterfly’s Wings in Brazil Set Off a Tornado in Texas? Esta sugestão de que o bater das asas de uma borboleta num canto do mundo pode provocar catástrofes naturais nos seus antípodas, através de um intrincado novelo de causas e consequências, instalou-se solidamente no imaginário colectivo, transformando-se num dos mais persistentes lugares-comuns científicos.
No primeiro conto do livro, há um homem que conjectura possíveis aplicações deste “Efeito Borboleta”:

Um polícia romeno dá um pontapé numa porta em Bucareste e causa um sismo na Gronelândia; uma mulher beija o amante e acelera o ataque cardíaco do marido; reguadas numa escola primária do Cairo originam bátegas em Auckland; um dos seus gatos mata uma mosca e cai um avião na Patagónia.

O desafio que hoje se lança aos leitores deste blogue é o seguinte: propor outros exemplos de Efeito Borboleta, obedecendo ao esquema da citação acima. Ou seja, quatro orações em que “X faz qualquer coisa que provoca uma reacção Y em Z”.
Estas frases podem ser lineares, barrocas, irónicas, poéticas, o que quiserem. Os autores dos cinco melhores trabalhos que chegarem aos endereços de e-mail deste blogue até terça-feira, dia 24, às 24h00, receberão pelo correio um exemplar da obra, oferecido pela Oficina do Livro.



Comentários

7 Responses to “Passatempo ‘Efeito Borboleta’ (parte 2)”

  1. J.M on Junho 21st, 2008 12:14

    Meu caro, estes efeitos ficam bem à vista dos leitores, isto se não houver qualquer outro efeito de censura da sua parte:

    1. O autor deste blogue escreveu o livro em sua casa e destruiu o negócio das livrarias um pouco por todo o país.

    2. O leitor que leu este livro comprou todos os livros de Vladimir Nabokov.

    3. O livro foi escrito; Jorge Luis Borges piscou o olho e o leitor perdeu dinheiro.

    4. O autor decidiu não escrever mais nenhum livro; os editores ficaram aliviados e os leitores dedicaram-se a coleccionar borboletas.

    Esta é de borla:

    sempre que pensas que és o maior, crescem-te folhas de amoreira na cabeça.

  2. O Salgador da Pátria on Junho 21st, 2008 12:20

    Uau! Que foi isto?? Alguém anda muito zangado sem razão aparente…

  3. reis on Junho 21st, 2008 18:59

    Porquê de amoreira?

  4. o puma on Junho 22nd, 2008 15:56

    Há dias assim

    Nem sempre nos apetece salvar o mundo

    Só ajudar

  5. salomé on Junho 25th, 2008 2:19

    Caro Bibliotecário

    E se as causas evitassem efeitos, para variar?
    Algo como: Se um dos seus gatos matar uma mosca, evita a queda de um avião na Patagónia.

    E se as causas fossem grandes e os efeitos pequenos?
    Algo do género: Um sismo na Gronelândia evita que um polícia romeno dê um pontapé numa porta.

    E se o efeito borboleta se chamasse efeito camaleão?
    Algo por inventar.

  6. pm on Junho 25th, 2008 22:42

    gostava de saber porque é que o meu comentário foi apagado.

  7. José Mário Silva on Junho 26th, 2008 0:04

    Caro pm,

    Temo que tenha sido vítima de uma limpeza massiva aos comentários de spam que andam a enxamear os posts deste blogue.
    Mil perdões. Não foi mesmo intencional.
    :(

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges