Paulo Teixeira Pinto lido por Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa

Eu não gosto da poesia de Paulo Teixeira Pinto. Disse-o aqui e mantenho. Mas, não fosse andar afundado em trabalho e em corveias auto-impostas (a leitura suicida dos finalistas do Man Booker), tentaria por todos os meios assistir ao lançamento do novo livro do antigo banqueiro e actual proprietário da editora Guimarães. Sobre LXXXI, Poema Teorema (Caderno) falarão Vasco Graça Moura e António Emiliano, no Laboratorio Chimico da Escola Polytechnica [sic], Museu da Ciência, em Lisboa, na quinta-feira, dia 9, às 18h30. Alguns poemas serão lidos por Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa. Repito: Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa. Se alguém conseguir ir, conte-me por favor como foi.



Comentários

9 Responses to “Paulo Teixeira Pinto lido por Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa”

  1. é que já lá estou on Outubro 7th, 2008 9:34

    A Lili Caneças serve scones e chá com ginseng, para a resistência

  2. badalão on Outubro 7th, 2008 9:35

    E quem leva o badalo do PTP?

  3. André on Outubro 7th, 2008 9:52

    Oh, eu também não posso ir, mas fiquei com água na boca, deve ser uma ocasião única. Alguém que vá pode filmar?

  4. Francisco on Outubro 7th, 2008 10:32

    Uauu, no Laboratorio Chimico da Escola Polytechnica, muito bem, muito monárquico, ligeiramente parkinsoniano. O mundo financeiro em derrocado e, hélas, quem andou metido nisso ganhou reformas douradas e até já tem tempo para escrever poemas maus e meter o nariz no mundo editorial. Vamos todos abrir um banco!

  5. Pop Paulo on Outubro 7th, 2008 12:03

    Fico preso a esta reserva de imaginar o PTP puxando pela sua poesia, distraído em fantasias, produzindo decisões no BCP. Saberá separar as águas? Um indício negativo será a produção sofrida e medíocre, mesmo de prosa simples para transportar uma ideia, e o homem anunciando a sua estima pelas boas obras e pelos bons autores. O nosso Caius Maecenas de alguns nichos particulares, onde a carência é percebida à custa da literatura, e não de qualquer circunstância real-
    No entanto, arrumando o preconceito que temos em comum, que é o bicho papão do dinheiro que ele papou, o que é exótico aqui é a fauna reunida à volta do LXXXI, Poema Teorema; até nesta supresa há algum preconceito, sim, mas a fauna continua exótica e fora do ordinário.
    Darei algum tempo ao homem para acabar o meu julgamento, o que me está a mostrar é que é apenas mais um candidato ao concurso de popularidade que ocupa todas ou quase todas as figuras públicas do nosso burgo.

  6. De Puta Madre on Outubro 7th, 2008 17:37

    Na sua coluna de página y mais páginas de um jornal que não me lembro o nome, Paulo Teixeira Pinto deixava lá uma mancha de tinta que prospectivava de Poesia. POESIA!? Isso. Quando no Verão de 2005 foi alertado para o facto de o Responsável do Departamento da Imagem Institucional do millennium bcp – o João Miranda (ao ter sido colocado ao corrente – em detalhe (!) – sobre o Roubo e Vandalização de um Projecto de Divulgação e Promoção da Língua Portuguesa e seus Poetas pela Delta-Cafés; empresa a quem o millennium bcp, agora pagava para ver as suas felicitações de Natal aos portugueses impressas nos Pacotes de Açúcar) – ter igualmente socorrido-se da mesma TRAMOIA para propor a campanha de Promoçãoda Fundação millennium bcp no Diário de Notícias y, assim, levar a imagem da Fundação mbcp e o seu papel de Mecenato-Cultural ao conhecimento do Cidadão Comum. Pois. Foi um enorme SILÊNCIO. Um Silêncio grosseiro, abjecto; um silêncio de Traste, de Pulha, de Cobarde; um silêncio de homem sem Eles em nenhum sítio, sem sequer saber o que isso era – o sítio onde eles devem estar e permanecer, quando a hombridade, a verticalidade, a autenticidade é a única coisa que está para pôr na arena; ali, essa arena onde o combate apenas deve usar a arma da verdade. POETA!? Ser-se poeta não é uma coisa que se compre como um curso. Pode lançar, mancha de texto atrás de mancha de texto; palavras alinhadas em filas de versos. Pode até, nem duvido, ter leitores-compradores, declamadores por encomenda de palavras que das suas bocas sairão nuas y aputanhadas. Paulo Teixeira Pinto ocultou um ROUBO à Língua Portuguesa, à Poesia e seus Poetas, para – à custa deles – também trazer proveitos para o seu Banco. Agora Transfigura-se em POETA!? Como pode tal Canalha querer ser o que nem sequer parece ser.
    Quinta-feira é lançado mais um objecto-livro-abjecto que se faz passar por poesia. com a singela assinatura Paulo teeixeira Pinto.
    F-se! Paulo Teixeira Pinto: nem poeta; nem De Puta Madre! F-se! A Verdade Não Prescreve!
    PS.1: Esta éstoria não me foi contada. Eu vivi-A!
    PS.2: Desavergonhice é um conceito do Thomas Bernhard, PTP é um exemplo dele, aplaudido por uma Sociedade Cívil temente y demente na veneração ao abjecto.
    PS.3: Tentei, tentei, tentei … contactar a comunicação Social, inclusive o Diário de Notícias todos se curvaram à desavergonhice. A desavergonhice Manda y é a enorme Rainha, a donzela de estimação.

  7. ana cristina leonardo on Outubro 8th, 2008 0:27

    Mário Crespo?! O do Tão ba la lão?! (a esta hora não sei como isto se escreve…)
    Oh josé!

  8. João on Outubro 8th, 2008 15:29

    Suponho que a intervenção de Graça Moura não é chamada para aqui, não é? É sempre desastroso ter um dos mais interessantes poetas portugueses a apresentar-nos o livro.

  9. Luís Graça on Outubro 8th, 2008 15:57

    Por acaso há um bom poeta a trabalhar no Millenium BCP: Paulo Jorge Fidalgo. Que me “apresentou” Jorge de Sena satírico nos tempos da Faculdade de Direito. E uma edição bilingue de “The Raven” (Poe). Grande amigo de Ruy Cinatti. O Fidalgo, não o Edgar.

    Publicava na Hiena (o Fidalgo, não o Edgar): “Síntese poética da conjuntura”, “De coração ao lado”. E tinha mais coisas.

    Apresentámos um programa de rádio juntos, na Faculdade: “Rádio Paranóia, um programa de subversão que passa pela rádio”.

    Há muita experiência conjunta dos bons e velhos tempos da Faculdade. Por exemplo, numa noite com professores, na Feira Popular, o Paulo a tripular um carrinho de choque com a monitora Maria José Simões (História das Instituições) e a turma toda atrás deles, a ver se os mandávamos para fora da pista.

    Futeboladas no estádio universitário. E um casamento perto de Bragança, só a ver passar carros com matrícula de Zamora. E o Paulo muito calmo, a caminho da capela, a descrever-me o percurso e os aspectos culturais mais importantes. E depois copos com o Chico e o irmão do Chico. E eu a vomitar sopra de pedra às quatro da manhã, no quarto da pensão.

    Depois de um pezinho de dança no “Bruxa Bar”. Pedi Marco Paulo na brincadeira e eles levaram a sério. Tive de ir dançar Marco Paulo, para o DJ não se ofender.

    No regresso a Lisboa, a meio caminho, dormi em casa do tio do Luís Soares. Adormeci a falar com o senhor, devido às noites de copofonia. Ganda barraca!

    Giro, giro, foi ter mamado uma garrafa de Porca de Murça em Bragança. No outro dia, camioneta. Curva atrás de curva. Paragem. Saio da camioneta e nem vi onde estava. Fui deitar a carga ao mar, à conta das curvas.

    Olho para uma tabuleta: “Murça”.

    Um verdadeiro regresso às origens. Será que se pode citar Mircea Eliade, com o mito do eterno retorno? No nosso caso seria mais “O mito dos eternos entornados”? Nem isso. A malta sabia beber. Era só encher os copos, levantar o braço, abrir a boca e deixar o líquido descer no esófago.

    Isto vinha a propósito de quê? Ah! do Paulo Teixeira Pinto, que ainda conheci nos tempos em que tinha um bigodinho que parecia o da personagem que fazia de mau no “Lótus Azul”, do Tintim. Com grandes discussões políticas com amigos meus, ali ao pé da Embaixada da Argentina.

    E eu, para comigo: “Mas estes camelos nunca mais se calam, para irmos beber um copo ao Hexágono?”.

    Vou mas é ao banho. E almoçar. Daqui a nada começa a sessão da Comunidade de Leitores da Culturgest. Há miúdas novas giras, que me acharam piada na primeira sessão. É agora ou nunca.

    (Provavelmente nunca, mas eu também sou do Sportimg, estou habituado a sofrer)

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges