Poesia no CCB (2)

Talvez tenha havido menos público do que noutros anos, mas mesmo assim as salas do primeiro piso do Centro Cultural de Belém encheram-se para ouvir poetas a ler os seus poemas, para assistir ao cruzamento de palavras com música (Social Smokers) e a uma homenagem à máquina lírica de Herberto Helder, além dos habituais workshops para crianças, desta vez assegurados pela editora Planeta Tangerina.


O actor Pedro Lamares lê um poema longo de Herberto


Workshop da Planeta Tangerina



Dois poemas mais ou menos dadaístas, criados durante o workshop


Feira do Livro de Poesia



Comentários

4 Responses to “Poesia no CCB (2)”

  1. ana on Março 21st, 2011 11:19

    Não surpreendeu a falta de público dada a falta de divulgação nos meios de comunicação. Eu, por exemplo, só soube através da referência neste blog. Um evento muito pobre, e via-se a desorganização no próprio CCB – pessoas a tentar descortinar a entrada (total falta de sinaléctica), e com atrasos, nomeadamente o Viva Voz, que só começou às 15h (e com poetas faltosos ou a chegarem atrasados).
    É de se perguntar que tipo de apoio financeiro foi dado pelo Min. da Cultura…

  2. José Mário Silva on Março 21st, 2011 11:31

    Confirmo os problemas com a sinaléctica. Quanto aos atrasos, não sei, porque eu próprio cheguei bastante atrasado (o trânsito estava um caos, devido aos constrangimentos provocados pela meia-maratona). Na verdade, não senti o fulgor e entusiasmo de outros anos, quer da parte do público, quer da parte dos participantes e organizadores.

  3. João Félix on Março 21st, 2011 21:53

    Olá ana e José Mário.

    Infelizmente não fui aos anteriores Dias da Poesia no CCB, por isso não posso comparar com os eventos de outros anos.

    No entanto não posso deixar de concordar com a ana e com o José Mário , quando falam da falta de divulgação nos meios de comunicação.

    A falta de sinalética também foi um problema, embora os funcionários do CCB tenham sido muito prestáveis quando pedi indicações.

    Agora, para mim todos estes problemas foram redimidos com a fantástica maratona de leitura dos poemas de Herberto Helder. Embora só tenha chegado pelas 16h , foram duas horas que apreciei muito, mesmo mesmo muito.

    De assinalar também que estava à espera de uma Feira do Livro com mais títulos e mais editoras. Embora a presença da Assírio & Alvim seja sempre de louvar, podia ter servido como uma oportunidade para divulgar as editoras com menos tiragem e menos conhecidas do grande público , (como a Averno, a Língua Morta, a &etc e todas as outras).
    Contudo gostei bastante de ver à venda o livro do António José Forte (Parceria A. M. Pereira)

    Enfim. Coisas boas e coisas más :)

  4. José Mário Silva on Março 22nd, 2011 0:43

    João Félix,

    Também reparei, com agrado, na presença do livro do António José Forte, que já vai sendo difícil de encontrar.
    Da maratona Herberto Helder, também gostei muito do que ouvi.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges