Prémio Goncourt para Alexis Jenni

O júri da Academia Goncourt atribuiu o prémio de 2011 ao livro L’Art français de la guerre, de Alexis Jenni. A decisão foi tomada com cinco votos a favor de Jenni e três para Carole Martinez, autora de Du domaine des Murmures. Ambos os livros foram publicados pela Gallimard.
Sucessor de Michel Houellebecq, que venceu em 2010 com O Mapa e o Território (agora editado em Portugal pela Objectiva), Alexis Jenni foi a grande revelação da rentrée francesa deste ano, com um primeiro romance de grande fôlego (mais de 600 páginas) que abarca tanto o conflito da Indochina como o da Argélia. Discreto professor de Biologia em Lyon, Jenni escreve e desenha no blogue Voyages pas très loin.



Comentários

2 Responses to “Prémio Goncourt para Alexis Jenni”

  1. António Nunes on Novembro 4th, 2011 17:01

    Será que os franceses privilegiaram, uma vez mais, o politicamente correcto ao génio literário? Espero para ver. Mas os últimos anos têm sido uma desilusão. Mesmo as Benevolentes, grande calhamaço, bem escrito, deixa algo a desejar para a envergadura deste prémio. Foi um acabar à pressa todo um rol de siglas e de eventos, sinal de que a personagem não estava bem burilada. Toda a potencialidade da literatura francófona merce bem mais do que isto.

  2. Miguel on Novembro 6th, 2011 23:09

    Estive para te deixar uma mensagem no Fb pela ausência da notícia do prémio Goncourt.

    Felizmente, o dia chegou. Pena a diferença de pontualidade entre o prémio Nobel ou o Man Booker Prize ao Goncourt. Um prémio inferior?
    Eu, li aproximadamente dez livros/autores premiados desses três prémios. Em cada um há livros sublimes, porém é o Goncourt que agrupa maior diversidade temática, maior preocupação social, e melhor tratamento de linguagem em comparação.

    Subjectividades, de quem não gosta particularmente dos franceses.

    Um abraço José Mário

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges