Quando o tecto é um espelho
Para satisfazer as necessidades do Senhor Breton, «surrealista puro», Diogo de Castro Guimarães criou uma casa onde ele «pudesse guardar todos os seus sonhos, ideias, movimentos, imagens e entrevistas». O edifício assume assim a forma de uma caixa com uma «face/tecto» espelhada, que tem «inclinação suficiente para ser possível ao Senhor Breton ver as pessoas que estão na rua e até o rio Tejo». O objectivo é estabelecer «novas maneiras de interacção» deste «Sonhador» com os habitantes de Alfama «e vice-versa». Além do obrigatório percurso público entre duas ruas (ligando a da Saudade à de São Mamede), o projecto prevê uma curiosa conexão entre a biblioteca pessoal do Senhor Breton e a livraria que fica no piso térreo do edifício. Através de uma «fenda» que torna contíguos os dois espaços, os livros de que a personagem de Gonçalo M. Tavares abdica podem passar para baixo, invadindo a livraria e talvez mesmo a rua em frente.

[Texto publicado no suplemento Actual do Expresso, como caixa deste artigo]
Comentários
- Out of the world em 25 de Julho de 2010
- As minhas coordenadas GPS (durante os próximos 15 dias) em 24 de Julho de 2010
- Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’ em 23 de Julho de 2010
- Adivinha em 22 de Julho de 2010
- O destino dos livros em 22 de Julho de 2010
- Maria do Rosário Pedreira sobre ‘Curso Intensivo de Jardinagem’, de Margarida Ferra em 21 de Julho de 2010
- Guerra & Paz edita livro vencedor do World Fantasy Award 2009 em 21 de Julho de 2010
- Entre os leitores e os editores, uma ponte chamada Twitter em 21 de Julho de 2010
- Na terra dos khazares em 20 de Julho de 2010
- O que aí vem (Quetzal) em 20 de Julho de 2010


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário





