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	<title>Comentários em: Quase a chegar</title>
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	<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/</link>
	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
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		<title>Por: Alexandra</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19789</link>
		<dc:creator>Alexandra</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 17:16:04 +0000</pubDate>
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		<description>Os dicionários de língua portuguesa registam (como substantivo) a acepção de «guarda-costas» referida por Jorge Melícias.
Veja-se:

http://www.infopedia.pt/pesquisa?qsFiltro=14

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;palavra=guarda-costas&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os dicionários de língua portuguesa registam (como substantivo) a acepção de «guarda-costas» referida por Jorge Melícias.<br />
Veja-se:</p>
<p><a href="http://www.infopedia.pt/pesquisa?qsFiltro=14" rel="nofollow">http://www.infopedia.pt/pesquisa?qsFiltro=14</a></p>
<p><a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&#038;palavra=guarda-costas" rel="nofollow">http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&#038;palavra=guarda-costas</a>
<ul></ul>
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		<title>Por: Poetas cubanos de agora &#124; Bibliotecário de Babel</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19782</link>
		<dc:creator>Poetas cubanos de agora &#124; Bibliotecário de Babel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 10:30:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4076#comment-19782</guid>
		<description>[...] parágrafo da recensão, o tradutor Jorge Melícias disse de sua justiça nos comentários a este post. O que eu tinha a responder, ficou também ali [...]&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] parágrafo da recensão, o tradutor Jorge Melícias disse de sua justiça nos comentários a este post. O que eu tinha a responder, ficou também ali [...]
<ul></ul>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jorge melícias</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19562</link>
		<dc:creator>jorge melícias</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 23:37:46 +0000</pubDate>
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		<description>José Mário Silva


Se há poema tematicamente bem ancorado este é um deles. Tendo em conta todo o &quot;tonos&quot; do poema em questão e porque tenho sempre extrema dificuldade em acrescentar algo (ainda para mais quando esse algo se me assemelha desnecessário para a total compreensão do poema) optei por não acrescentar a palavra &quot;navio&quot;.  
Já agora, e até ao que me foi possível apurar, a designação em português é a de navio guarda-costas.

Quanto ao segundo exemplo que adianta conceda-me o benefício da dúvida de saber que &quot;periódico&quot; em castelhano significa o mesmo que em português: impresso, folha ou gazeta que se publica em dias certos (ou seja &quot;periódico&quot;, ou seja &quot;jornal&quot;). 
Uma vez mais o exemplo a que recorre inscreve-se, cabalmente, nas escolhas conscientes do próprio tradutor. O José Mário Silva teria, ao que vejo, optado por &quot;jornal&quot;, eu preferi &quot;periódico&quot;. Nunca me passaria pela cabeça era pegar numa tradução sua por algo que diz unicamente respeito à liberdade do tradutor enquanto tal. Saber criticar terá que ser, tenho para mim, qualquer coisa mais do que isso.

Ainda assim agradeço-lhe o tempo dispensado.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Mário Silva</p>
<p>Se há poema tematicamente bem ancorado este é um deles. Tendo em conta todo o &#8220;tonos&#8221; do poema em questão e porque tenho sempre extrema dificuldade em acrescentar algo (ainda para mais quando esse algo se me assemelha desnecessário para a total compreensão do poema) optei por não acrescentar a palavra &#8220;navio&#8221;.<br />
Já agora, e até ao que me foi possível apurar, a designação em português é a de navio guarda-costas.</p>
<p>Quanto ao segundo exemplo que adianta conceda-me o benefício da dúvida de saber que &#8220;periódico&#8221; em castelhano significa o mesmo que em português: impresso, folha ou gazeta que se publica em dias certos (ou seja &#8220;periódico&#8221;, ou seja &#8220;jornal&#8221;).<br />
Uma vez mais o exemplo a que recorre inscreve-se, cabalmente, nas escolhas conscientes do próprio tradutor. O José Mário Silva teria, ao que vejo, optado por &#8220;jornal&#8221;, eu preferi &#8220;periódico&#8221;. Nunca me passaria pela cabeça era pegar numa tradução sua por algo que diz unicamente respeito à liberdade do tradutor enquanto tal. Saber criticar terá que ser, tenho para mim, qualquer coisa mais do que isso.</p>
<p>Ainda assim agradeço-lhe o tempo dispensado.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: José Mário Silva</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19561</link>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:15:40 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Jorge,

Em relação ao suposto exemplo errado, aceito que “guardacostas&quot; é, na definição dos dicionários espanhóis, um «buque, generalmente acorazado, para la defensa del litoral». Acontece que a palavra guarda-costas, em português, remete de imediato para os agentes de segurança pessoal, e não estou certo sequer de que a nossa Marinha utilize esse termo para os seus navios. A única referência que encontrei foi a uma &quot;armada de guarda-costa&quot;, o que não é exactamente a mesma coisa. Mas, mesmo que existam navios guarda-costas, para o leitor não ter dúvidas seria melhor, creio, acrescentar a palavra navios ao verso &quot;Nós saímos conjurando tubarões e guarda-costas&quot;.
Ainda assim, admito que me cabia escolher um lapso semântico mais evidente. Como, por exemplo, a tradução de &quot;periódico&quot; por &quot;periódico&quot;, em vez de &quot;jornal&quot;. Ao contrário do que sugere, porém, não me parece que estes (poucos) lapsos ponham em causa um trabalho globalmente muito meritório.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jorge,</p>
<p>Em relação ao suposto exemplo errado, aceito que “guardacostas&#8221; é, na definição dos dicionários espanhóis, um «buque, generalmente acorazado, para la defensa del litoral». Acontece que a palavra guarda-costas, em português, remete de imediato para os agentes de segurança pessoal, e não estou certo sequer de que a nossa Marinha utilize esse termo para os seus navios. A única referência que encontrei foi a uma &#8220;armada de guarda-costa&#8221;, o que não é exactamente a mesma coisa. Mas, mesmo que existam navios guarda-costas, para o leitor não ter dúvidas seria melhor, creio, acrescentar a palavra navios ao verso &#8220;Nós saímos conjurando tubarões e guarda-costas&#8221;.<br />
Ainda assim, admito que me cabia escolher um lapso semântico mais evidente. Como, por exemplo, a tradução de &#8220;periódico&#8221; por &#8220;periódico&#8221;, em vez de &#8220;jornal&#8221;. Ao contrário do que sugere, porém, não me parece que estes (poucos) lapsos ponham em causa um trabalho globalmente muito meritório.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: jorge melícias</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19558</link>
		<dc:creator>jorge melícias</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 17:47:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4076#comment-19558</guid>
		<description>José Mário Silva


Agradeço a explicação. 
Como saberá, se traduzir um poeta já é complicado, traduzir 10 vozes, absolutamente singulares, procurando não trair, irremediavelmente, uma só delas (ou sobrepôr a própria dicção do tradutor a cada uma dessas vozes, o que me parece tão ou mais perigoso) é-o ainda mais (e falamos, em muitos dos casos, do castelhano da diáspora que, a espaços, pouco consegue ter a ver com o castelhano matricial). 
Ver o trabalho de tanto tempo ser posto em causa com o recurso a um exemplo, inequivocamente, errado é duro. E dificilmente compreensível. 
Não tenho esta tradução (nem nenhuma outra, de resto) como não susceptível de ser comentada e discutida. Espero é que isso seja feito a partir de exemplos não extemporâneos e distanciando-se, sempre que possível, daquilo que serão, claramente, opções do próprio tradutor.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Mário Silva</p>
<p>Agradeço a explicação.<br />
Como saberá, se traduzir um poeta já é complicado, traduzir 10 vozes, absolutamente singulares, procurando não trair, irremediavelmente, uma só delas (ou sobrepôr a própria dicção do tradutor a cada uma dessas vozes, o que me parece tão ou mais perigoso) é-o ainda mais (e falamos, em muitos dos casos, do castelhano da diáspora que, a espaços, pouco consegue ter a ver com o castelhano matricial).<br />
Ver o trabalho de tanto tempo ser posto em causa com o recurso a um exemplo, inequivocamente, errado é duro. E dificilmente compreensível.<br />
Não tenho esta tradução (nem nenhuma outra, de resto) como não susceptível de ser comentada e discutida. Espero é que isso seja feito a partir de exemplos não extemporâneos e distanciando-se, sempre que possível, daquilo que serão, claramente, opções do próprio tradutor.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: José Mário Silva</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19557</link>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 15:48:16 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Jorge Melícias,

Caso ainda não tenha reparado, eu costumo publicar os textos do &#039;Expresso&#039; na terça-feira seguinte e os da revista &#039;Ler&#039; no final do mês em que um determinado número sai, ou até depois de ter saído o número seguinte. Quer isto dizer que publicarei nos próximos dias os textos do número 79. Os do número 80 (entre os quais a recensão à antologia de poesia cubana que traduziu) só aparecerão no início de Junho.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jorge Melícias,</p>
<p>Caso ainda não tenha reparado, eu costumo publicar os textos do &#8216;Expresso&#8217; na terça-feira seguinte e os da revista &#8216;Ler&#8217; no final do mês em que um determinado número sai, ou até depois de ter saído o número seguinte. Quer isto dizer que publicarei nos próximos dias os textos do número 79. Os do número 80 (entre os quais a recensão à antologia de poesia cubana que traduziu) só aparecerão no início de Junho.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: Vasco Friedman</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19556</link>
		<dc:creator>Vasco Friedman</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 14:07:02 +0000</pubDate>
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		<description>Esperemos que este 3º volume esteja melhor traduzido. Os anteriores bradavam aos ceús. Com livros a estes preços, exige-se (ou os leitores merecem) melhores traduções.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esperemos que este 3º volume esteja melhor traduzido. Os anteriores bradavam aos ceús. Com livros a estes preços, exige-se (ou os leitores merecem) melhores traduções.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: José Mário Silva</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19551</link>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 15:41:29 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Jorge Melícias,

Neste preciso momento, não tenho tempo de responder à sua indignada diatribe. Mais tarde explicarei por que não foi ainda publicada essa recensão e respectivo &quot;mea culpa&quot; (não foi mas será, fique descansado). Se estivesse mais atento aos ritmos de publicação deste blogue, e menos consumido por uma espécie de paranóia persecutória, talvez já tivesse percebido.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jorge Melícias,</p>
<p>Neste preciso momento, não tenho tempo de responder à sua indignada diatribe. Mais tarde explicarei por que não foi ainda publicada essa recensão e respectivo &#8220;mea culpa&#8221; (não foi mas será, fique descansado). Se estivesse mais atento aos ritmos de publicação deste blogue, e menos consumido por uma espécie de paranóia persecutória, talvez já tivesse percebido.
<ul></ul>
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	<item>
		<title>Por: lia</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19550</link>
		<dc:creator>lia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 15:30:50 +0000</pubDate>
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		<description>Vou contar os dias!&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou contar os dias!
<ul></ul>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jorge melícias</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/comment-page-1/#comment-19549</link>
		<dc:creator>jorge melícias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 14:29:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4076#comment-19549</guid>
		<description>Srº José Mário Silva


Aguardei pacientemente que colocasse on-line (como de resto tem sido prática com os artigos que escreve, quer para o ACTUAL, quer para a LER) a recensão que fez à antologia de poesia cubana contemporânea, por mim traduzida para a Antígona. Até à data tal não ocorreu. O porquê de tal omissão é facilmente, como quase tudo em si, apurável. 

Refiro-me à revista LER, de Maio de 2009, onde na pág. 70, num artigo intitulado “Poetas Cubanos de Agora”, escreve, referindo-se à qualidade da tradução: “...globalmente cuidada, rigorosa e fluída, peca apenas por um ou outro lapso semântico. No poema que aqui citamos de Reinaldo Arenas, por exemplo, onde se lê &quot;guarda-costas&quot; devia ler-se &quot;guardas-costeiros&quot;”.
Ora, não devia nada. Como já se terá apercebido (ou lhe terão chamado a atenção) “guardacostas” designa o barco e não a tripulação desse barco. No dicionário da Real Academia Española, por exemplo, encontramos as seguintes definições para “guardacostas”: (1. m. Barco de poco porte, especialmente destinado a la persecución del contrabando. 2. m. Buque, generalmente acorazado, para la defensa del litoral.)

Não pense que não me senti profundamente lisonjeado (sabendo o Srº da consideração que tenho por si) pelos epítetos com que carrega, globalmente, a minha tradução. O que está aqui em causa é algo de mais visceral: os líricos chamam-lhe “honestidade intelectual”. Que o Srº tenha laborado num erro (e com ele induzido em engano, involuntariamente, estou em crer, os seus leitores) não é nada que não tenha já acontecido a todos nós. O grave, e isso, sim, inscreve-se no campo da honestidade intelectual, é o Srº não ter espinha para assumir esse erro e fazer um &quot;mea culpa&quot;, minimizando dessa forma os estragos que, junto dos poucos leitores interessados nestas coisas, poderá ter feito.
Não que eu esperasse tal hombridade da sua parte.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Srº José Mário Silva</p>
<p>Aguardei pacientemente que colocasse on-line (como de resto tem sido prática com os artigos que escreve, quer para o ACTUAL, quer para a LER) a recensão que fez à antologia de poesia cubana contemporânea, por mim traduzida para a Antígona. Até à data tal não ocorreu. O porquê de tal omissão é facilmente, como quase tudo em si, apurável. </p>
<p>Refiro-me à revista LER, de Maio de 2009, onde na pág. 70, num artigo intitulado “Poetas Cubanos de Agora”, escreve, referindo-se à qualidade da tradução: “&#8230;globalmente cuidada, rigorosa e fluída, peca apenas por um ou outro lapso semântico. No poema que aqui citamos de Reinaldo Arenas, por exemplo, onde se lê &#8220;guarda-costas&#8221; devia ler-se &#8220;guardas-costeiros&#8221;”.<br />
Ora, não devia nada. Como já se terá apercebido (ou lhe terão chamado a atenção) “guardacostas” designa o barco e não a tripulação desse barco. No dicionário da Real Academia Española, por exemplo, encontramos as seguintes definições para “guardacostas”: (1. m. Barco de poco porte, especialmente destinado a la persecución del contrabando. 2. m. Buque, generalmente acorazado, para la defensa del litoral.)</p>
<p>Não pense que não me senti profundamente lisonjeado (sabendo o Srº da consideração que tenho por si) pelos epítetos com que carrega, globalmente, a minha tradução. O que está aqui em causa é algo de mais visceral: os líricos chamam-lhe “honestidade intelectual”. Que o Srº tenha laborado num erro (e com ele induzido em engano, involuntariamente, estou em crer, os seus leitores) não é nada que não tenha já acontecido a todos nós. O grave, e isso, sim, inscreve-se no campo da honestidade intelectual, é o Srº não ter espinha para assumir esse erro e fazer um &#8220;mea culpa&#8221;, minimizando dessa forma os estragos que, junto dos poucos leitores interessados nestas coisas, poderá ter feito.<br />
Não que eu esperasse tal hombridade da sua parte.
<ul></ul>
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