Quatro poemas de Adília Lopes

Degrau a degrau
verso a verso
o poema
a escada

***

No metro
cruzam-se as pessoas
como cartas de jogar
postas sobre a mesa

***

Dia
sem poesia
não é dia
é noite escura

Mas a poesia
é noite escura

***

Mesmo
uma linha
recta
é o labirinto
porque
entre
cada dois pontos
está o infinito

[in Caderno, & Etc, 2007]



Comentários

2 Responses to “Quatro poemas de Adília Lopes”

  1. MAR ARAVEL on Janeiro 29th, 2008 1:02

    Na noite escura

    é possível ver

    • Paula on Fevereiro 24th, 2008 17:50

      Adília constata que é noite escura, não diz que não se pode ver.

      Leia os últimos textos publicados
      «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges