Quatro poemas de Adília Lopes
Degrau a degrau
verso a verso
o poema
a escada
***
No metro
cruzam-se as pessoas
como cartas de jogar
postas sobre a mesa
***
Dia
sem poesia
não é dia
é noite escura
Mas a poesia
é noite escura
***
Mesmo
uma linha
recta
é o labirinto
porque
entre
cada dois pontos
está o infinito
[in Caderno, & Etc, 2007]
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2 Responses to “Quatro poemas de Adília Lopes”
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Na noite escura
é possível ver
Adília constata que é noite escura, não diz que não se pode ver.