Registo

Ontem, li seis páginas de O Ano da Morte de Ricardo Reis (da 85 à 90, na minha edição: a 8.ª, de 1986) na maratona saramaguiana que começou ao meio-dia na Casa Fernando Pessoa. Às três da tarde, com Portugal a jogar contra o Brasil na África do Sul, estavam na sala 35 pessoas (33 eram mulheres).
A última frase da minha leitura, logo após um momento de embaraço entre Ricardo Reis e Lídia (a empregada que lhe leva o pequeno-almoço ao quarto), foi esta: «São assim os labirintos, têm ruas, travessas e becos sem saída, há quem diga que a mais segura maneira de sair deles é ir andando e virando sempre para o mesmo lado, mas isso, como temos obrigação de saber, é contrário à natureza humana.»



Comentários

One Response to “Registo”

  1. Gerana on Julho 1st, 2010 1:33

    Genial. Tenho esse trecho no meu caderno com trechos de todos os livros de Saramago: resultados das minhas leituras mais do que apaixonadas.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges