Regresso
Do calor húmido para o calor seco. Abre-se a porta do avião e Lisboa parece uma fornalha. Começa a tocar o telemóvel. Em casa, o esquentador não funciona. Dos sítios para onde escrevo, avisos sobre prazos e deadlines. As malas nunca mais chegam. Atrás de mim, os Da Weasel sentados no chão do aeroporto. As malas continuam a não chegar. O voo de Bolonha passa-nos à frente. O calor. As malas continuam a não chegar. Um sumo de pêra, um café, funcionários que encolhem os ombros. As malas chegam por fim, quase duas horas depois, o tempo do voo sobre o Atlântico. Lá fora, fila longa para os táxis. Mais telefonemas. Por pouco não chego atrasado ao infantário, onde os filhos correm para os meus braços, felizes, como se não me vissem há três meses. «Onde é que estiveste, papá?» Eu respondo o que eles já sabiam, de ver no mapa a ilha, o dedo da mãe a dizer «aqui». Diz o Pedro: «Os Açores ficam lá muito ao fundo, não ficam?» Ficam, ficam.
Comentários
One Response to “Regresso”
- Blogue Bizâncio em 10 de Fevereiro de 2012
- Ferreira Gullar ganha Prémio Moacyr Scliar em 9 de Fevereiro de 2012
- Logo à tarde em 9 de Fevereiro de 2012
- Maravilhas da paternidade em 8 de Fevereiro de 2012
- Poesia para respirar em 8 de Fevereiro de 2012
- A grande machadada em 8 de Fevereiro de 2012
- Bicentenário de Dickens em 7 de Fevereiro de 2012
- Pó dos Livros Vintage em 7 de Fevereiro de 2012
- Rui vs. Fernão em 7 de Fevereiro de 2012
- Hatchet Job of the Year em 7 de Fevereiro de 2012


Receba por e-mail
Facebook
Twitter
Delicious
DoMelhor
feed RSS
email diário






Azares, não é? Mas com este calor, o esquentador não faz assim tanta falta… E depois, não consigo evitar o lugar-comum, “o melhor do Mundo são as crianças “