Rubem Fonseca vem mesmo às Correntes d’Escritas

Segundo a Sara Figueiredo Costa, há fumo branco: Rubem Fonseca, um dos maiores e mais reservados escritores brasileiros da actualidade (geralmente avesso a qualquer tipo de exposição pública), virá mesmo a Portugal em Fevereiro, para participar no encontro Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim. É uma excelente notícia, claro, ainda por cima quando a visita coincide com a reedição, pela Sextante, de uma das suas obras-primas: A Grande Arte. Mas para já convém não embandeirarmos em arco. Tendo em conta o passado de RF, só quando o vir em carne e osso, no Auditório Municipal da Póvoa, é que acredito.



Comentários

3 Responses to “Rubem Fonseca vem mesmo às Correntes d’Escritas”

  1. Ricardo Assis on Janeiro 17th, 2012 19:06

    Grande notícia.
    Nunca fui muito de ir a esses eventos, aos que fui nem gostei muito. No último fui para ver o Mário de Carvalho e passei quase o tempo todo a ouvir o José Rodrigues dos Santos, ainda por cima com uma professora universitária armada em justiceira da literatura a tentar explicar-lhe o que era literatura (e que não tinha nada a ver com aquilo que ele fazia), uma coisa chata e deprimente. Pouco tempo depois de o Mário de Carvalho começar a falar tive de sair. Também tive uma esperiência chata com o João Tordo. Já com o Luis Fernando Verissimo tive uma conversa curta mas, como eu por acaso nem esperava, uma conversa bem engraçada. E ainda vi o Zuenir Ventura, mas contentei-me em ouvi-lo no meio do público.
    Agora o Rubem Fonseca não perco por nada. Só espero que ele não me tenha dados esperanças em vão e que nos dias que antecedem as Correntes ele esteja com bom humor e ande bom de papo.

    A Grande Arte é um dos melhores, realmente. Infelizmente para mim é mais um que já tenho, queria ver se publicavam O Caso Morel, que já li, foi o primeiro aliás, mas não tenho um exemplar. E queria ver se a Sextante também publicava os livros de contos. Eu sei que os contos não fazem muito sucesso em Portugal mas publicar Rubem Fonseca e deixar de lado os livros de contos é até pecado.

  2. Venâncio on Janeiro 18th, 2012 8:32

    Sim, «A Grande Arte», um fabuloso romance, provavelmente o seu melhor, mas de certeza um dos maiores jamais escritos na nossa língua. Para quem gostar de ser horrorizado, há «Feliz Ano Novo». Que eu, reconhecido o talento, dispenso.

  3. Matheus on Janeiro 18th, 2012 11:27

    Passando para conhecer o blog, muito bom e com ótimo conteúdo!!

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges