Serviço público

Quem revela um talento, depois não o pode deixar cair.
Por isso aqui deixo, pensando nos leitores sem acesso à edição de ontem da revista NS, mais três pérolas de Paulo Teixeira Pinto, a grande revelação literária de 2008.
Comecemos pelos aforismos:

Atenção: o tempo pode fazer mudar as convicções mas não o carácter.

Nós não somos números. Mas os números estão em nós.

E fechemos com o poema:

meteoro

brutal

precipitado
do sobretecto
celestial

descontrolado

aí vem
o meteoro

nada o detém

brutal

logo
nuvem
colossal

de fogo

impiedoso

ominoso

cego
sem ego

arquitecto
iridescende
[sic]

incandescende [sic]

fosfórico

catastrófico

poro
por
poro

puro

final



Comentários

6 Responses to “Serviço público”

  1. Miguel on Abril 2nd, 2008 9:01

    Bem, se o José Mario Silva continua a publicar os poemas do Paulo Teixeira Pinto ainda vai acabar por ser acusado de atentado à saúde (mental) pública.

    Em todo o caso, se aquilo é considerado poesia, então também já sou poeta.

  2. Francisco Crispim on Abril 2nd, 2008 17:46

    Um sério candidato ao Nobel.
    Digo eu, não sei.

  3. pedro rocha on Abril 2nd, 2008 20:54

    caro zé, cheira-me a exagero! muito! sabemos-te com outro crivo e exigência…

  4. Ana Vidigal on Abril 2nd, 2008 23:08

    ai sabemos???

  5. Ente Lectual on Abril 7th, 2008 22:22

    ahahahahahahahahahahahahha

  6. antónio on Abril 24th, 2008 13:23

    que cagada

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges