Soto/Soro
Um dos textos do livro Anatomia da Errância, de Bruce Chatwin (Quetzal), intitula-se “Os Anarquistas da Patagónia” e é uma extensa recensão crítica ao livro Los Vengadores de la Patagonia Trágica, de Osvaldo Bayer, publicada a 31 de Dezembro de 1976 no The Times Literary Supplement. Ao longo de 17 páginas, Chatwin parte da obra de Bayer para nos dar a sua própria visão da revolução anarquista que agitou a Patagónia durante os anos de 1920 e 1921. O instigador do levantamento foi um «galego magro, de vinte e três anos, que se chamava Antonio Soto». Ou será que era Antonio Soro? Na verdade, o nome é mesmo Soto, mas quem leia a edição portuguesa do livro de Chatwin fica na dúvida, ao ver a grafia alternar 11-vezes-11 entre Soto (15 ocorrências) e Soro (oito).
Mesmo admitindo que a tradutora (Helena Cardoso) sofre de dislexia, não devia a revisora (Catarina Martins) ter evitado a flutuação do apelido? É que ficamos com a sensação de que houve aqui um desleixo incompreensível. O tipo de desleixo que os leitores, hoje em dia, já não aceitam nem desculpam.
Comentários
10 Responses to “Soto/Soro”
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 29 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 22 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 16 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 9 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 2 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 25 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 18 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 11 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 4 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 28 de Outubro de 2016


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O Chico Viegas vai tratar disso, agora a Quetzal vai entrar na linha.. até lhe aparecer um tacho melhor (hmmm suspiro…. quem sabe, o MC?)
Infelizmente, esse tipo de erros deveria ser motivo justificado para devolver um livro…mas não é!
uma provocação que tarda…será que um prémio que falha em galardoar musil, broch, kafka, proust, pessoa, tolstoi…merece tanta importância, tanto escabeche acerca de? Não será o Nobel um prémio atribuído aqueles que sempre ficarão perto de serem génios mas que nunca chegarão lá? Ou seja, a uma braçada do cume?
continua com o bom trabalho josé mário.
ah…e claro, james joyce….
Nas “Oeuvres complètes”, editadas pela Grasset, aparece sempre Soto (p. 1458 e seguintes). Não tem que saber, leia a tradução francesa. E aproveite para ler o resto que não foi publicado em Portugal.
sempre lamentáveis esses erros.
se na traduçao ja é lamentavel, ainda pior na revisao.
nao pode passar na revisao uma coisa tao evidente…
abraço, colega
estando o R junto ao T no teclado universal qwerty, trata-se, obviamente, de uma gralha que um simples Find/Replace no programa de paginação resolveria. Preguiça, pura e simples, vinda de uma chancela com as costas quentes pelo dinheiro da Bertrand. Ou seja, a editar e a vender livros aquele grupo continua na mesma
Caro revisor,
Em abono da verdade, convém lembrar que esta edição do livro do Chatwin é anterior ao novo projecto da Quetzal, que está agora a dar os seus primeiros passos.
Em abono da verdade, a Quetzal antiga e a nova lavam-se na mesma água tépida, JMS, e por mais capinhas larocas que o FJV queira trazer, certas coisas não mudam. E o FJV nunca foi um grande paladino do rigor, diga-se.
Permito-me discordar, caro revisor. E cá estaremos para ver.