Tragédias em cinco palavras

Na sua conta de Twitter, o pessoal da Granta Magazine desafiou os internautas a criarem micro-tragédias em cinco palavras.
Exemplo:

«They let the baby drive.»

Pela minha parte, fiz logo estes:

«Unfortunately, the window was open.»

«– When? – Now. – Why? – Don’t ask.»

«Look! Mushrooms on the horizon.»

Ficaram em inglês porque os tuitei (será assim que se escreve?), mas é óbvio que o conceito também funciona em português. Quem quiser, pode usar a caixa de comentários. Força.



Comentários

39 Responses to “Tragédias em cinco palavras”

  1. jorge borges on Janeiro 26th, 2011 19:11

    A biblioteca está a arder.

  2. Carlos on Janeiro 26th, 2011 19:21

    Que país este onde vivemos!
    Será que isto em cura?
    Porra que já me lixei!

  3. Marcos on Janeiro 26th, 2011 19:22

    Nunca pensei que terminaria assim.

  4. Marcos on Janeiro 26th, 2011 19:23

    Eu vou sentir saudades dela.

  5. JESanto on Janeiro 26th, 2011 19:31

    Cavaco é Presidente, outra vez!

  6. JESanto on Janeiro 26th, 2011 19:32

    Não carregues aí! Onde? Aí!

  7. Miguel on Janeiro 26th, 2011 20:17

    Lembrei-me imediatamente foi da celebérrima atribuída ao Heminway

    “For sale: baby shoes, never worn.” (tem é 6)

  8. Francisco Agarez on Janeiro 26th, 2011 21:39

    Ao telemóvel e ao volante

  9. grouchomarx on Janeiro 26th, 2011 22:23

    Twitei este:

    “What is this strange smell?”

    grouchomarx

  10. José on Janeiro 26th, 2011 22:25

    Bolas. O preservativo estava roto…

  11. José on Janeiro 26th, 2011 22:28

    Horror: ele… mais cinco anos.

  12. Jovem de pouca idade on Janeiro 27th, 2011 1:57

    “Ele quer ser poeta.”

  13. miguel on Janeiro 27th, 2011 8:38

    Havia mais alguém na sala.

  14. Rui Almeida on Janeiro 27th, 2011 9:09

    Já nem sequer havia árvores.

    **

    Quase evitou cair na trituradora.

    **

    Banqueiros por todos os lados.

  15. fábricailu on Janeiro 27th, 2011 10:53

    Volúvel, a orquestra, tocou desafinada.

    Agradeci desapaixonadamente os débeis aplausos.

    Fechei o piano para sempre.

    Bebi tudo até ao fim.

    O açucareiro continha soda cáustica.

  16. jorge carlos amaral de oliveira on Janeiro 27th, 2011 11:50

    Posso usar uma dessas na Folhinha poética? Ou prefere mandar um poema?

  17. paulo m. on Janeiro 27th, 2011 12:27

    Novo romance do José Luis Peixoto.

  18. Carriço on Janeiro 27th, 2011 12:35

    Os comentários estavam abertos.

  19. Carriço on Janeiro 27th, 2011 12:37

    Faltou o “Tragicamente”que lhe confere legitimidade neste exercício. Ficaria, então:

    Tragicamente, os comentários estavam abertos.

  20. Katia Weber on Janeiro 27th, 2011 13:56

    Amanhã nunca será outro dia.

  21. Tito Couto on Janeiro 27th, 2011 14:48

    Que idade é que tens?

    O novo treinador: Paulo Sérgio.

  22. Navarro on Janeiro 27th, 2011 16:29

    ” Em vez dos lábios beijei o herpes.”

  23. José Mário Silva on Janeiro 27th, 2011 17:05

    Navarro, essa tragédia tem sete palavras, não cinco.
    Uma hipótese de contracção: “Quis beijar lábios. Beijei herpes.”

  24. artur portela on Janeiro 27th, 2011 17:15

    Nascer Três, Duas foi Ele.

  25. João Ferreira Oliveira on Janeiro 27th, 2011 17:44

    I love a serial kill…….

  26. José Mário Silva on Janeiro 27th, 2011 17:48

    Mais uns quantos:

    Roleta russa. Eu. Seis balas.

    Lá longe, náufrago avista Géricault.

    Ela disse: amor, doce veneno.

    Depois da morte, este vazio.

    Entre berlindes, um globo ocular.

    Para onde foi o Zeppelin?

    Lembra-te: os beijos acordam vulcões.

    No Gólgota, levantam-se as cruzes.

  27. Francisco Agarez on Janeiro 27th, 2011 22:12

    Bateu no fundo. Havia vidros.

  28. paulo gonçalves on Janeiro 28th, 2011 0:35

    apenas 4, do schwarzenegger: “hasta la vista, baby” :)

  29. Rui Almeida on Janeiro 28th, 2011 18:32

    Debaixo do meteorito, uma cidade.

    **

    O berço vazio ainda boiava.

    **

    Muito sangue no pára-choques do carro.

    **

    Tanto faz, já nada funciona.

  30. Rui Almeida on Janeiro 28th, 2011 18:35

    «No dia seguinte ninguém morreu»

  31. Tiago on Janeiro 28th, 2011 19:31

    Cruzamo-nos, agarramo-nos, não nos separamos.

  32. ZCV on Janeiro 28th, 2011 21:44

    Bolas, fiquei sem pára-quedas suplente

  33. José Veiga de Almeida on Janeiro 29th, 2011 2:38

    Por Toutatis!, andaram vocês entretidos a congeminar frases e ninguém me avisou?! Esta é fácil; cá vai:

    “Num momento de loucura, casou.”

    “Apanhou o 50 na Buraca.”

    “O manuscrito caíra na lareira.”

    “Sentiu um formigueiro no braço.”

    “A namorada lia avidamente Céline.”

    “Devia ter trazido papel higiénico.”

    “Quando nasceu, baptizaram-no Pedro Mexia.”

  34. José Veiga de Almeida on Janeiro 29th, 2011 2:44

    Esperem lá, lembrei-me de mais uns:

    “Precisamos de dar um tempo.”

    “Recebeu um telefonema do banco.”

    “Eu açaimei o cão, juro!”

    “A minha sogra chega hoje.”

    “O Sting é meu vizinho.”

    “Lindsay Lohan libertada sob fiança.”

  35. José Veiga de Almeida on Janeiro 29th, 2011 2:47

    Eh pá, eh pá, só mais dois:

    “Aquela zona não tinha net.”

    “Ele disse que sabia cozinhar.”

  36. marialeitora on Janeiro 30th, 2011 21:01

    -porque o barbeiro era epiléptico
    -o cabo da grua partiu
    -arrepiado perguntou:-a anestesia?
    -estático olhou a jaula…vazia
    -quando o comboio apitou…tropeçou
    -Que destino? arquipélago do gulag

  37. Antologia | Bibliotecário de Babel on Janeiro 31st, 2011 12:22

    […] de ‘tragédias em cinco palavras’ que os leitores deste blogue foram deixando numa caixa de comentários, seleccionei 20 das que me pareceram melhores. Ei-las: «Havia mais alguém na sala.» […]

  38. João Ventura on Fevereiro 1st, 2011 14:32

    Nunca pensei que fosse fundo!

    Acho que não está carregada…

    Isso é comigo, oh palhaço?

    A ponte é totalmente segura.

    Distingo perfeitamente os cogumelos venenosos!

  39. narratwivas on Fevereiro 2nd, 2011 10:31

    “Para que serve este botão?”

    Enquanto conduzia, precisou de espirrar.

    Distraído, não reparou no degrau.

    “Cereais?! Pedro, isso é raticida!!”

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges