Tragédias em cinco palavras
Na sua conta de Twitter, o pessoal da Granta Magazine desafiou os internautas a criarem micro-tragédias em cinco palavras.
Exemplo:
«They let the baby drive.»
Pela minha parte, fiz logo estes:
«Unfortunately, the window was open.»
«– When? – Now. – Why? – Don’t ask.»
«Look! Mushrooms on the horizon.»
Ficaram em inglês porque os tuitei (será assim que se escreve?), mas é óbvio que o conceito também funciona em português. Quem quiser, pode usar a caixa de comentários. Força.
Comentários
39 Responses to “Tragédias em cinco palavras”
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A biblioteca está a arder.
Que país este onde vivemos!
Será que isto em cura?
Porra que já me lixei!
Nunca pensei que terminaria assim.
Eu vou sentir saudades dela.
Cavaco é Presidente, outra vez!
Não carregues aí! Onde? Aí!
Lembrei-me imediatamente foi da celebérrima atribuída ao Heminway
“For sale: baby shoes, never worn.” (tem é 6)
Ao telemóvel e ao volante
Twitei este:
“What is this strange smell?”
grouchomarx
Bolas. O preservativo estava roto…
Horror: ele… mais cinco anos.
“Ele quer ser poeta.”
Havia mais alguém na sala.
Já nem sequer havia árvores.
**
Quase evitou cair na trituradora.
**
Banqueiros por todos os lados.
Volúvel, a orquestra, tocou desafinada.
Agradeci desapaixonadamente os débeis aplausos.
Fechei o piano para sempre.
Bebi tudo até ao fim.
O açucareiro continha soda cáustica.
Posso usar uma dessas na Folhinha poética? Ou prefere mandar um poema?
Novo romance do José Luis Peixoto.
Os comentários estavam abertos.
Faltou o “Tragicamente”que lhe confere legitimidade neste exercício. Ficaria, então:
Tragicamente, os comentários estavam abertos.
Amanhã nunca será outro dia.
Que idade é que tens?
O novo treinador: Paulo Sérgio.
” Em vez dos lábios beijei o herpes.”
Navarro, essa tragédia tem sete palavras, não cinco.
Uma hipótese de contracção: “Quis beijar lábios. Beijei herpes.”
Nascer Três, Duas foi Ele.
I love a serial kill…….
Mais uns quantos:
Roleta russa. Eu. Seis balas.
Lá longe, náufrago avista Géricault.
Ela disse: amor, doce veneno.
Depois da morte, este vazio.
Entre berlindes, um globo ocular.
Para onde foi o Zeppelin?
Lembra-te: os beijos acordam vulcões.
No Gólgota, levantam-se as cruzes.
Bateu no fundo. Havia vidros.
apenas 4, do schwarzenegger: “hasta la vista, baby”
Debaixo do meteorito, uma cidade.
**
O berço vazio ainda boiava.
**
Muito sangue no pára-choques do carro.
**
Tanto faz, já nada funciona.
«No dia seguinte ninguém morreu»
Cruzamo-nos, agarramo-nos, não nos separamos.
Bolas, fiquei sem pára-quedas suplente
Por Toutatis!, andaram vocês entretidos a congeminar frases e ninguém me avisou?! Esta é fácil; cá vai:
“Num momento de loucura, casou.”
“Apanhou o 50 na Buraca.”
“O manuscrito caíra na lareira.”
“Sentiu um formigueiro no braço.”
“A namorada lia avidamente Céline.”
“Devia ter trazido papel higiénico.”
“Quando nasceu, baptizaram-no Pedro Mexia.”
Esperem lá, lembrei-me de mais uns:
“Precisamos de dar um tempo.”
“Recebeu um telefonema do banco.”
“Eu açaimei o cão, juro!”
“A minha sogra chega hoje.”
“O Sting é meu vizinho.”
“Lindsay Lohan libertada sob fiança.”
Eh pá, eh pá, só mais dois:
“Aquela zona não tinha net.”
“Ele disse que sabia cozinhar.”
-porque o barbeiro era epiléptico
-o cabo da grua partiu
-arrepiado perguntou:-a anestesia?
-estático olhou a jaula…vazia
-quando o comboio apitou…tropeçou
-Que destino? arquipélago do gulag
[...] de ‘tragédias em cinco palavras’ que os leitores deste blogue foram deixando numa caixa de comentários, seleccionei 20 das que me pareceram melhores. Ei-las: «Havia mais alguém na sala.» [...]
Nunca pensei que fosse fundo!
Acho que não está carregada…
Isso é comigo, oh palhaço?
A ponte é totalmente segura.
Distingo perfeitamente os cogumelos venenosos!
“Para que serve este botão?”
Enquanto conduzia, precisou de espirrar.
Distraído, não reparou no degrau.
“Cereais?! Pedro, isso é raticida!!”