<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Três poemas de Ana Luísa Amaral</title>
	<atom:link href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/</link>
	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 May 2012 12:37:05 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: leal maria</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20744</link>
		<dc:creator>leal maria</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 12:10:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20744</guid>
		<description>Para quem é tão cioso na defesa de uma poetiza, quando somente se lhe critica determinados poemas, fica aqui um dos muito belíssimos (felizmente a maioria da sua antologia) poemas que fez germinar e nos fala das múltiplas  e incógnitas possibilidades. Comovente também a perene referência à filha. Amor incondicional que é talvez a  maior  virtude da humanidade. Segue o poema: 

&quot;A verdade histórica 

A minha filha partiu uma tigela
na cozinha.
E eu que me apetecia escrever
sobre o evento,
tive que pôr de lado inspiração e lápis,
pegar numa vassoura e varrer
a cozinha.
 
A cozinha varrida de tigela
ficou diferente da cozinha
de tigela intacta:
local propício a escavação e estudo,
curto mapa arqueológico
num futuro remoto.
 
Uma tigela de louça branca
com flores,
restos de cereais tratados
em embalagem estanque
espalhados pelo chão.
 
Não eram grãos de trigo de Pompeia,
mas eram respeitosos cereais
de qualquer forma.
E a tigela, mesmo não sendo da dinastia Ming,
mas das Caldas,
daqui a cinco ou dez mil anos
devia ter estatuto admirativo.
 
Mas a hecatombe
deu-se.
E escorregada de pequeninas mãos,
ficou esquecida de famas e proveitos,
varrida de vassouras e memorias.
 
Por mísero e cruel balde de lixo
azul
em plástico moderno
(indestrutível)&quot;
 
ANA LUÍSA AMARAL, Minha Senhora de Quê, Quetzal  Editores, Lisboa, 1999: 46, 47


Espero que compreendam diante deste belo poema, a minha perplexidade perante os fracos poemas que o Mário publicou da Ana Luísa Amaral.
EU CRITIQUEI OS POEMAS ACIMA PUBLICADOS!!
aah.. já agora aproveito para que os solícitos defensores da  Ana sejam consequentes com as virtudes que apregoam e me dêem a possibilidade de lhes escrutinar a escrita. É ver que adjectivaram a minha escrita de medíocre, tendo inclusive, transcrito parcialmente (e consequentemente descontextualizando-o) um dos meus poemas. Não havia essa necessidade: se procurassem tinham encontrado tantos...


Mário; desculpa andar a ocupar este teu excelente blog com estas trincas. Mas sabes como é: quem não se dói não é filho de boa gente!&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem é tão cioso na defesa de uma poetiza, quando somente se lhe critica determinados poemas, fica aqui um dos muito belíssimos (felizmente a maioria da sua antologia) poemas que fez germinar e nos fala das múltiplas  e incógnitas possibilidades. Comovente também a perene referência à filha. Amor incondicional que é talvez a  maior  virtude da humanidade. Segue o poema: </p>
<p>&#8220;A verdade histórica </p>
<p>A minha filha partiu uma tigela<br />
na cozinha.<br />
E eu que me apetecia escrever<br />
sobre o evento,<br />
tive que pôr de lado inspiração e lápis,<br />
pegar numa vassoura e varrer<br />
a cozinha.</p>
<p>A cozinha varrida de tigela<br />
ficou diferente da cozinha<br />
de tigela intacta:<br />
local propício a escavação e estudo,<br />
curto mapa arqueológico<br />
num futuro remoto.</p>
<p>Uma tigela de louça branca<br />
com flores,<br />
restos de cereais tratados<br />
em embalagem estanque<br />
espalhados pelo chão.</p>
<p>Não eram grãos de trigo de Pompeia,<br />
mas eram respeitosos cereais<br />
de qualquer forma.<br />
E a tigela, mesmo não sendo da dinastia Ming,<br />
mas das Caldas,<br />
daqui a cinco ou dez mil anos<br />
devia ter estatuto admirativo.</p>
<p>Mas a hecatombe<br />
deu-se.<br />
E escorregada de pequeninas mãos,<br />
ficou esquecida de famas e proveitos,<br />
varrida de vassouras e memorias.</p>
<p>Por mísero e cruel balde de lixo<br />
azul<br />
em plástico moderno<br />
(indestrutível)&#8221;</p>
<p>ANA LUÍSA AMARAL, Minha Senhora de Quê, Quetzal  Editores, Lisboa, 1999: 46, 47</p>
<p>Espero que compreendam diante deste belo poema, a minha perplexidade perante os fracos poemas que o Mário publicou da Ana Luísa Amaral.<br />
EU CRITIQUEI OS POEMAS ACIMA PUBLICADOS!!<br />
aah.. já agora aproveito para que os solícitos defensores da  Ana sejam consequentes com as virtudes que apregoam e me dêem a possibilidade de lhes escrutinar a escrita. É ver que adjectivaram a minha escrita de medíocre, tendo inclusive, transcrito parcialmente (e consequentemente descontextualizando-o) um dos meus poemas. Não havia essa necessidade: se procurassem tinham encontrado tantos&#8230;</p>
<p>Mário; desculpa andar a ocupar este teu excelente blog com estas trincas. Mas sabes como é: quem não se dói não é filho de boa gente!
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: leal maria</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20633</link>
		<dc:creator>leal maria</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 16:36:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20633</guid>
		<description>liberdade de expressão


tristes são as palavras 
quando as habita a vacuidade
escravas de quem nada tem ou sabe dizer
são largadas em anárquica liberdade 
destinadas  a definhar no limbo das frases sem sentido
onde acabarão por morrer

com o argumento de recusarem todo o espartilho
negligenciam dar-lhes o necessário rumo
que límpido e claro
não lhes ofuscasse o brilho
semear frases não é levantar paredes a fio de prumo

não se corta uma oração a meio
só para lhe dar a forma de poema
como se a poesia fosse um ressequido seio 
e nos nutrisse sem a suavidade do fonema

toscos 
assanham-se por toda a critica contrária 
solícitos a pôr o ferrete da inveja
são pedantes na sua posse de eminência luminária 
castram-se de toda a crueza com que se deseja

masturbam a alma em segredo
porque ínfima a substância 
há que ter delicadeza
ciosos guardiães de um degredo 
vivem para cá dos Homens 
contaminados de tanta e tanta pureza

heróicos sobreviventes do aborrecimento 
barricados atrás de uma pseudo cultura
vão moendo o mesmo sentimento
na esperança de lhe fazer surgir algo parecido com ternura

deixemo-los comprazidos nos seus rituais onanistas 
são agora ubíquos e máximo denominador comum
depois de tantas conquistas
no terreno da liberdade há sempre lugar para mais um 


leal maria&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>liberdade de expressão</p>
<p>tristes são as palavras<br />
quando as habita a vacuidade<br />
escravas de quem nada tem ou sabe dizer<br />
são largadas em anárquica liberdade<br />
destinadas  a definhar no limbo das frases sem sentido<br />
onde acabarão por morrer</p>
<p>com o argumento de recusarem todo o espartilho<br />
negligenciam dar-lhes o necessário rumo<br />
que límpido e claro<br />
não lhes ofuscasse o brilho<br />
semear frases não é levantar paredes a fio de prumo</p>
<p>não se corta uma oração a meio<br />
só para lhe dar a forma de poema<br />
como se a poesia fosse um ressequido seio<br />
e nos nutrisse sem a suavidade do fonema</p>
<p>toscos<br />
assanham-se por toda a critica contrária<br />
solícitos a pôr o ferrete da inveja<br />
são pedantes na sua posse de eminência luminária<br />
castram-se de toda a crueza com que se deseja</p>
<p>masturbam a alma em segredo<br />
porque ínfima a substância<br />
há que ter delicadeza<br />
ciosos guardiães de um degredo<br />
vivem para cá dos Homens<br />
contaminados de tanta e tanta pureza</p>
<p>heróicos sobreviventes do aborrecimento<br />
barricados atrás de uma pseudo cultura<br />
vão moendo o mesmo sentimento<br />
na esperança de lhe fazer surgir algo parecido com ternura</p>
<p>deixemo-los comprazidos nos seus rituais onanistas<br />
são agora ubíquos e máximo denominador comum<br />
depois de tantas conquistas<br />
no terreno da liberdade há sempre lugar para mais um </p>
<p>leal maria
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20624</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 07:48:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20624</guid>
		<description>O Sr Luís Leal, não deve ter dormido de facto. Deve estar a roer os cotovelos, e se for ler toda a obra, já realizada até agora pela grande poeta Ana Luísa Amaral, ficará sem os cotovelos, joelhos.
Que a inveja o consuma Sr. Leal,  seja-lhe leal, pois ser justo nela que investe suas forças e fúria. À bela arte da poesia, o senhor nada dedica além de versos de gosto duvidoso e conteúdo pouco abaixo do mediocre. Lamentável. 
Deixa a arte da poetica a quem lhe conhece os caminhos, e estes caminhos e mesmo inspiração...mais uma vez lamento, o Leal desconhece por completo. 
Au revoir
P.S. Ao Nobel não chegará, falta-lhe nobreza e dignidade...Nem mesmo praticando chega lá!&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Sr Luís Leal, não deve ter dormido de facto. Deve estar a roer os cotovelos, e se for ler toda a obra, já realizada até agora pela grande poeta Ana Luísa Amaral, ficará sem os cotovelos, joelhos.<br />
Que a inveja o consuma Sr. Leal,  seja-lhe leal, pois ser justo nela que investe suas forças e fúria. À bela arte da poesia, o senhor nada dedica além de versos de gosto duvidoso e conteúdo pouco abaixo do mediocre. Lamentável.<br />
Deixa a arte da poetica a quem lhe conhece os caminhos, e estes caminhos e mesmo inspiração&#8230;mais uma vez lamento, o Leal desconhece por completo.<br />
Au revoir<br />
P.S. Ao Nobel não chegará, falta-lhe nobreza e dignidade&#8230;Nem mesmo praticando chega lá!
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Blimunda</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20620</link>
		<dc:creator>Blimunda</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 03:04:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20620</guid>
		<description>Mil desculpas senhor Leal Mania (aproveito a anterior deixa do anterior anónimo) , não me parece ser este blog um espaço para quaquer tipo de discussão pessoal e, muito menos para vir o senhor aqui dar lições sobre poesia... Não assinasse eu Blimunda e entenderia o quão rídiculo poderia isto ser... Já agora, escrever &quot;Que pretende a mulher (...)&quot; é no minimo a total ausência de educação, goste ou não dos poemas. Chama-se Ana Luisa Amaral - a &quot;mulher&quot; - e, goste ou não, merece respeito. By the way... Acho que tenho melhores coisas a fazer ao meu tempo do que ler o seu post ate ao fim. Continue a escrever que ainda chega ao Nobel.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mil desculpas senhor Leal Mania (aproveito a anterior deixa do anterior anónimo) , não me parece ser este blog um espaço para quaquer tipo de discussão pessoal e, muito menos para vir o senhor aqui dar lições sobre poesia&#8230; Não assinasse eu Blimunda e entenderia o quão rídiculo poderia isto ser&#8230; Já agora, escrever &#8220;Que pretende a mulher (&#8230;)&#8221; é no minimo a total ausência de educação, goste ou não dos poemas. Chama-se Ana Luisa Amaral &#8211; a &#8220;mulher&#8221; &#8211; e, goste ou não, merece respeito. By the way&#8230; Acho que tenho melhores coisas a fazer ao meu tempo do que ler o seu post ate ao fim. Continue a escrever que ainda chega ao Nobel.
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: leal maria</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20619</link>
		<dc:creator>leal maria</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 01:00:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20619</guid>
		<description>E já que te interessou o poema, aqui vai ele sem amputações:

Variações divagatórias para um desesperado


que pretendes nessa fuga para onde vais?
se calhar o porteiro nem te deixará entrar…
sem companhia será difícil!
ao menos aborda alguém antes de lá chegares.
podes até fazer promessas de amares…
nunca se sabe se não será outra alma cansada de solidão
e nessa circunstância te dê sem hesitar a mão.
sei lá... talvez peça que lhe pagues um vodka com laranja.
mesmo que não tenhas dinheiro suficiente, na altura alguma coisa se arranja!

em todo caso, melhor é embrenhares-te no abismo com companhia.
podeis até dissertar acerca da vã glória da poesia.
e quem sabe, a conversa não venha a resvalar para o sexo...
afinal, os grandes encontros começam com monossílabos sem nexo! 

que pretendes nessa fuga para onde vais?
órfão de ti, sentes-te como se tivesses perdido os pais. 
absorto, são-te inócuas as minhas palavras.
batem na tua indiferença e caem por terra... 
posso até jurar que dentro de ti vêm sons de guerra!
uma guerra sem trégua e fratricida.
não matarás porque não és de natureza homicida! 
tudo o que queres é encontrar-te no preciso ponto onde te perdeste...
onde te faltou o chão e julgas-te que morreste.
mas procuras-te e em tudo te desencontras…
a loucura até já te faz ver promessas de amor nos olhares desprovidos de vida dos manequins das montras!

que julgas encontrar quando não houver mais possibilidade de fugida?
duas opções são postas à tua disposição:
o absoluto nada de uma morte fingida,
ou levantar-te e cingir firme o gládio na mão.

mas nada tenho com isso!
é-me fácil dos problemas alheios manter-me omisso.
o mundo será sempre o que foi:
algo a que nos agarramos mesmo quando dói!
ciosos da nossa mesquinhice...
esquecidos do que outrora fora-mos antes de sermos o que agora somos. 
despreocupada meninice... 
o principio do caminho que tomamos mas cujo ao seu final nunca fomos; 
porque entretanto alguém nos abordou
e, no meio da conversa, esquecemos a original intenção e o sonho abortou.

mas que estou eu para aqui a dizer?
já me apetece ir nessa fuga que fizeste tua!
oposto a nós vem, solitária, uma mulher,
deixa-a para mim, a ver se esta noite ainda a ponho nua...
quem sabe não tenho sorte com esta luz reflectida pela lua;
que até me faz mais favorecido;
eu até sou bem parecido...
e forte como um touro!
e na cama alguém já me confidenciou ser a minha arte ouro!
nem sabia o que queria ela dizer com isso.
mas também não é preciso! 
podemos sempre optar por ouvir o que somente nos enobrece...
palavras há que, aos as ouvirmos, nos apodrece.
e um bocadinho hoje e outro amanhã,
far-nos-á cadáveres e cumprir-se-á o que prometeu Jeová:
que os descendentes de Eva morrerão por ela ter trincado a maçã!
a Eva que (vi numa gravura) até era uma cachopa jeitosa,
(bem sei que não se deve falar assim de uma mãe, mas sou ateu)
fez o Adão de morcão com o seu jeito de dengosa.
e com isso foi expulso do paraíso que deus outrora lhe prometeu.

mas deixemos isso por agora,
e vamos-nos embora
rejeitastes estes espaços e levaste-me a fazer o mesmo...
quando me embrenho em algo levo tudo a esmo!
inclusive a morte!
só ainda não a logrei agarrar porque ela anda com sorte…
fui à guerra a ver se lhe sentia o gosto,
só tive pena de estar fora do país no mês de Agosto.
por causa das miúdas giras em bikini na praia.
mas em Sarajevo há também cada catraia! 
e digo-te ponto por ponto
em nenhuma me pus a troco de algum conto.
comigo só há permutas de corpos e sentidos.
senão tivera eu muito mais que os já tidos;
e com o euro estaria na ruína!
para mais com esta gripe suína…
ou é das galinhas?
más furtunas as minhas...
já não sei a quantas ando!
no fundo, já vou a teu mando…
mas à superfície sou ainda eu, porque me chamei e a mim me respondi.
só os lugares por onde andamos ainda não os reconheci.
por certo perdemo-nos no desespero... 
o objectivo que levamos tu o sabes, não sabes!? Eu espero…
aaah! pouco me importa!
era a coisa já torta!
e eu que comecei por te falar, 
com o intuito de à perdição te resgatar…
estou à deriva de tanto divagar.
aaah… já me lembro!
para onde vais? Foges de alguém ou algo?
em todo caso o destino não é mais que a aleatoriedade das sortes.
nada do mundo esperar só nos faz ainda mais fortes…
imunes até à desesperança! 
Importante é o caminho porque o objectivo nunca plenamente se alcança.




leal maria



A poemas destes a incontinência é intencional e não tem outra pretensão do que ser um mero jogo de palavras. 

Mas faço referência aos poemas do Mário. Porque não os procuras e vês que pode-se fazer poesia e ser o minimamente objectivo no que se quer transmitir.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E já que te interessou o poema, aqui vai ele sem amputações:</p>
<p>Variações divagatórias para um desesperado</p>
<p>que pretendes nessa fuga para onde vais?<br />
se calhar o porteiro nem te deixará entrar…<br />
sem companhia será difícil!<br />
ao menos aborda alguém antes de lá chegares.<br />
podes até fazer promessas de amares…<br />
nunca se sabe se não será outra alma cansada de solidão<br />
e nessa circunstância te dê sem hesitar a mão.<br />
sei lá&#8230; talvez peça que lhe pagues um vodka com laranja.<br />
mesmo que não tenhas dinheiro suficiente, na altura alguma coisa se arranja!</p>
<p>em todo caso, melhor é embrenhares-te no abismo com companhia.<br />
podeis até dissertar acerca da vã glória da poesia.<br />
e quem sabe, a conversa não venha a resvalar para o sexo&#8230;<br />
afinal, os grandes encontros começam com monossílabos sem nexo! </p>
<p>que pretendes nessa fuga para onde vais?<br />
órfão de ti, sentes-te como se tivesses perdido os pais.<br />
absorto, são-te inócuas as minhas palavras.<br />
batem na tua indiferença e caem por terra&#8230;<br />
posso até jurar que dentro de ti vêm sons de guerra!<br />
uma guerra sem trégua e fratricida.<br />
não matarás porque não és de natureza homicida!<br />
tudo o que queres é encontrar-te no preciso ponto onde te perdeste&#8230;<br />
onde te faltou o chão e julgas-te que morreste.<br />
mas procuras-te e em tudo te desencontras…<br />
a loucura até já te faz ver promessas de amor nos olhares desprovidos de vida dos manequins das montras!</p>
<p>que julgas encontrar quando não houver mais possibilidade de fugida?<br />
duas opções são postas à tua disposição:<br />
o absoluto nada de uma morte fingida,<br />
ou levantar-te e cingir firme o gládio na mão.</p>
<p>mas nada tenho com isso!<br />
é-me fácil dos problemas alheios manter-me omisso.<br />
o mundo será sempre o que foi:<br />
algo a que nos agarramos mesmo quando dói!<br />
ciosos da nossa mesquinhice&#8230;<br />
esquecidos do que outrora fora-mos antes de sermos o que agora somos.<br />
despreocupada meninice&#8230;<br />
o principio do caminho que tomamos mas cujo ao seu final nunca fomos;<br />
porque entretanto alguém nos abordou<br />
e, no meio da conversa, esquecemos a original intenção e o sonho abortou.</p>
<p>mas que estou eu para aqui a dizer?<br />
já me apetece ir nessa fuga que fizeste tua!<br />
oposto a nós vem, solitária, uma mulher,<br />
deixa-a para mim, a ver se esta noite ainda a ponho nua&#8230;<br />
quem sabe não tenho sorte com esta luz reflectida pela lua;<br />
que até me faz mais favorecido;<br />
eu até sou bem parecido&#8230;<br />
e forte como um touro!<br />
e na cama alguém já me confidenciou ser a minha arte ouro!<br />
nem sabia o que queria ela dizer com isso.<br />
mas também não é preciso!<br />
podemos sempre optar por ouvir o que somente nos enobrece&#8230;<br />
palavras há que, aos as ouvirmos, nos apodrece.<br />
e um bocadinho hoje e outro amanhã,<br />
far-nos-á cadáveres e cumprir-se-á o que prometeu Jeová:<br />
que os descendentes de Eva morrerão por ela ter trincado a maçã!<br />
a Eva que (vi numa gravura) até era uma cachopa jeitosa,<br />
(bem sei que não se deve falar assim de uma mãe, mas sou ateu)<br />
fez o Adão de morcão com o seu jeito de dengosa.<br />
e com isso foi expulso do paraíso que deus outrora lhe prometeu.</p>
<p>mas deixemos isso por agora,<br />
e vamos-nos embora<br />
rejeitastes estes espaços e levaste-me a fazer o mesmo&#8230;<br />
quando me embrenho em algo levo tudo a esmo!<br />
inclusive a morte!<br />
só ainda não a logrei agarrar porque ela anda com sorte…<br />
fui à guerra a ver se lhe sentia o gosto,<br />
só tive pena de estar fora do país no mês de Agosto.<br />
por causa das miúdas giras em bikini na praia.<br />
mas em Sarajevo há também cada catraia!<br />
e digo-te ponto por ponto<br />
em nenhuma me pus a troco de algum conto.<br />
comigo só há permutas de corpos e sentidos.<br />
senão tivera eu muito mais que os já tidos;<br />
e com o euro estaria na ruína!<br />
para mais com esta gripe suína…<br />
ou é das galinhas?<br />
más furtunas as minhas&#8230;<br />
já não sei a quantas ando!<br />
no fundo, já vou a teu mando…<br />
mas à superfície sou ainda eu, porque me chamei e a mim me respondi.<br />
só os lugares por onde andamos ainda não os reconheci.<br />
por certo perdemo-nos no desespero&#8230;<br />
o objectivo que levamos tu o sabes, não sabes!? Eu espero…<br />
aaah! pouco me importa!<br />
era a coisa já torta!<br />
e eu que comecei por te falar,<br />
com o intuito de à perdição te resgatar…<br />
estou à deriva de tanto divagar.<br />
aaah… já me lembro!<br />
para onde vais? Foges de alguém ou algo?<br />
em todo caso o destino não é mais que a aleatoriedade das sortes.<br />
nada do mundo esperar só nos faz ainda mais fortes…<br />
imunes até à desesperança!<br />
Importante é o caminho porque o objectivo nunca plenamente se alcança.</p>
<p>leal maria</p>
<p>A poemas destes a incontinência é intencional e não tem outra pretensão do que ser um mero jogo de palavras. </p>
<p>Mas faço referência aos poemas do Mário. Porque não os procuras e vês que pode-se fazer poesia e ser o minimamente objectivo no que se quer transmitir.
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: leal maria</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20618</link>
		<dc:creator>leal maria</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 00:49:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20618</guid>
		<description>Pois, anónimo... Citando-o: &quot;please&quot;  

não é a leal maria e sim o leal maria&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, anónimo&#8230; Citando-o: &#8220;please&#8221;  </p>
<p>não é a leal maria e sim o leal maria
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20617</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 00:37:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20617</guid>
		<description>Quando vejo comentários como o da leal maria, fico logo com a pulga atrás da orelha. Hmmmm, isto deve ser dor de cotovelo de um poeta medíocre. Como há link, uma pessoa vai lá e confirma as piores previsões.
Um exemplo:

«mas que estou eu para aqui a dizer?
já me apetece ir nessa fuga que fizeste tua!
oposto a nós vem, solitária, uma mulher,
deixa-a para mim, a ver se esta noite ainda a ponho nua...
quem sabe não tenho sorte com esta luz reflectida pela lua;
que até me faz mais favorecido;
eu até sou bem parecido...
e forte como um touro!
e na cama alguém já me confidenciou ser a minha arte ouro!
nem sabia o que queria ela dizer com isso.
mas também não é preciso! »

Ainda bem que a leal maria «profana a alva cor da dita [folha em branco]» para nos oferecer pérolas como esta.
Please.&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vejo comentários como o da leal maria, fico logo com a pulga atrás da orelha. Hmmmm, isto deve ser dor de cotovelo de um poeta medíocre. Como há link, uma pessoa vai lá e confirma as piores previsões.<br />
Um exemplo:</p>
<p>«mas que estou eu para aqui a dizer?<br />
já me apetece ir nessa fuga que fizeste tua!<br />
oposto a nós vem, solitária, uma mulher,<br />
deixa-a para mim, a ver se esta noite ainda a ponho nua&#8230;<br />
quem sabe não tenho sorte com esta luz reflectida pela lua;<br />
que até me faz mais favorecido;<br />
eu até sou bem parecido&#8230;<br />
e forte como um touro!<br />
e na cama alguém já me confidenciou ser a minha arte ouro!<br />
nem sabia o que queria ela dizer com isso.<br />
mas também não é preciso! »</p>
<p>Ainda bem que a leal maria «profana a alva cor da dita [folha em branco]» para nos oferecer pérolas como esta.<br />
Please.
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: coveiro de portugal</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20615</link>
		<dc:creator>coveiro de portugal</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 18:02:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20615</guid>
		<description>Viva o Rei de Espanha Juan Carlos de Borbon 

Este é o nosso futuro chefe de estado, nosso Rei Juan Carlos de Borbon.
Portugal esta entregue aos bichos e maricas. 
Temos uma oportunidade única, acabar com o estado Portugues, e nos tornarmos em uma provincia do GLORIOSO REINO DE ESPANA.
Nunca deveriamos ter nos tornado em País, maldito seja DOM AFONSO HENRIQUES até aos quintos dos infernos.
Quero aqui deixar meu repto; abandonemos a nacionalidade portuguesa e no transformemos em ESPANHOIS ORGULHOSOS.
Bem haja a todos.

iberiaportugalespanha.blogspot.com&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Viva o Rei de Espanha Juan Carlos de Borbon </p>
<p>Este é o nosso futuro chefe de estado, nosso Rei Juan Carlos de Borbon.<br />
Portugal esta entregue aos bichos e maricas.<br />
Temos uma oportunidade única, acabar com o estado Portugues, e nos tornarmos em uma provincia do GLORIOSO REINO DE ESPANA.<br />
Nunca deveriamos ter nos tornado em País, maldito seja DOM AFONSO HENRIQUES até aos quintos dos infernos.<br />
Quero aqui deixar meu repto; abandonemos a nacionalidade portuguesa e no transformemos em ESPANHOIS ORGULHOSOS.<br />
Bem haja a todos.</p>
<p>iberiaportugalespanha.blogspot.com
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: leal maria</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-ana-luisa-amaral/comment-page-1/#comment-20614</link>
		<dc:creator>leal maria</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 17:24:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=5765#comment-20614</guid>
		<description>Mas que raio de poesia é esta!? Que pretende a mulher ao escrever isto? Será que desta incontinência de palavras tiramos um pensamento; uma perspectiva coerente de ver as coisas ou, somente são palavras que, nascidas de divagações sem nexo, preencheram uma folha em branco!? Não valia a pena ter profanado a alva cor da dita...
Tu Mário, és muito dado ao pedantismo. É pena, porque devias ter como critério os teus poemas: não sendo de um brilhantismo por aí além, comovem pela simplicidade fotográfica que nos invoca. Agora isto??&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que raio de poesia é esta!? Que pretende a mulher ao escrever isto? Será que desta incontinência de palavras tiramos um pensamento; uma perspectiva coerente de ver as coisas ou, somente são palavras que, nascidas de divagações sem nexo, preencheram uma folha em branco!? Não valia a pena ter profanado a alva cor da dita&#8230;<br />
Tu Mário, és muito dado ao pedantismo. É pena, porque devias ter como critério os teus poemas: não sendo de um brilhantismo por aí além, comovem pela simplicidade fotográfica que nos invoca. Agora isto??
<ul></ul>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Page Caching using disk: enhanced
Database Caching 1/18 queries in 0.008 seconds using disk: basic
Object Caching 371/374 objects using disk: basic

Served from: bibliotecariodebabel.com @ 2012-05-24 13:23:27 -->
