Última hora: resultados do primeiro concurso de Slam Poetry realizado em Portugal

Esta noite, no Musicbox (Lisboa), decorreu o primeiríssimo torneio de Poetry Slam de Portugal (e também da Península Ibérica, se acreditarmos no caótico, brilhante e a partir de certa altura consideravelmente alcoolizado Mestre de Cerimónias, J. P. Simões). Os oito participantes, escolhidos entre 68 candidaturas, mostraram-se à altura do histórico momento. E os dois finalistas que se digladiaram com palavras e ritmo, já bem madrugada adentro, foram:

Brisa Ramos, a quem o júri atribuiu o 2.º lugar, com direito a um leitor de mp3 carregado de audiolivros, uma biblioteca portátil oferecida pela editora 101 Noites e um kit do Goethe Institut

Biru, o grande vencedor da noite, que, além do 1.º prémio (500 euros, em nota única entregue por J. P. Simões, enrolada dentro de um maço de cigarros), teve a surpresa de um prémio suplementar: uma viagem a Varsóvia, durante três dias, com tudo pago, para participar num concurso internacional de Slam Poetry

Reportagem completa, amanhã (isto é, hoje, sábado, quando tiver recuperado da noitada).



Comentários

5 Responses to “Última hora: resultados do primeiro concurso de Slam Poetry realizado em Portugal”

  1. afonso on Junho 27th, 2009 9:58

    Slamming news… Esta coisa do slam poetry é uma óptima abordagem à poesia e uma forma bastante efectiva de aproximar gentes de todas as gerações à leitura e feitura da poesia. E ainda bem que há uns quantos com uns copos à mistura… Faz parte e devolve aquela aura desviante à poesia e à leitura de poesia em locais públicos. Muito New Yorkish… Bom, bom era uma iniciativa semanal e itinerante de slam poetry pelos bares e tasquinhas de Lisboa.

  2. hmbf on Junho 27th, 2009 14:54

    Adorava ter assistido. Viver em Caldas da Rainha, às vezes, é uma seca. :(

  3. afonso on Junho 27th, 2009 17:53

    Caro HMBF:

    Descentralização e educação: descentralização da cultura, educação (sensibilização?) das gentes locais para estas iniciativas. Muitos se queixam da parca oferta cultural nas demais regiões do país, no entanto, é fundamental frisar que a parca oferta é amiúde acompanhada por uma parquíssima procura.

    Descentralização e educação.

    Vamos ver se o Sócrates tira a cabeça de um sítio que cá sabemos e realmente cria uma política cultural para o país em vez de seguir somente essa tendência desenfreada e multimilionária da ciência e das novas tecnologias/telecomunicações (que são de igual importância). Aliás, neste sentido, a crítica vai para o Sócrates, sim, e possivelmente ainda mais para o nosso PR cujo discurso muitas vezes serve inteiramente a sua postura robótica.

  4. vanessa on Junho 27th, 2009 19:18

    adorei o blog, vou segui-lo pois estou em busca de blogs bons culturais pra adicionar na minha blog list. se sinta a vontade para me adicionar tbm 😉
    com crtz voltarei

  5. provocador on Julho 21st, 2009 13:34

    Está-me cá a parecer que o José Mário nunca mais recuperou da noitada…

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges