Um comunicado da Fundação José Saramago

Recebido no meu e-mail esta manhã:

«A Fundação José Saramago não recebe dinheiro da administração pública, seja ela central ou municipal. É sustentada pelos direitos de autor de José Saramago, que decidiu compartilhar uma parte do património acumulado ao longo de uma vida de trabalho com os seus contemporâneos. Sublinhamos estes dados, que persistentemente temos referido, na sequência de opiniões divulgadas sem qualquer consulta ou informação prévia de fácil acesso através da Fundação ou da administração pública.
Os estatutos da Fundação deixam claro que a sua atividade se desenvolve no âmbito da promoção da cultura, dos valores cívicos e dos direitos e deveres humanos, nos planos nacional e internacional.
A Casa dos Bicos é gerida pela Fundação José Saramago de acordo com uma concessão administrativa por dez anos, com possibilidade de ser ou não renovada. Até ao momento, e paradoxalmente, é a Fundação José Saramago que sustenta um edifício público emblemático de Lisboa, pela primeira vez aberto ao público. Não é a administração pública que sustenta a Fundação.
As contas da Fundação José Saramago são públicas e podem ser consultadas na sua página oficial, para além de entregues regularmente ao Conselho de Ministros, cumprindo, neste segundo caso, o legalmente exigido.
O trabalho da Fundação José Saramago pode ser acompanhado no dia-a-dia através da sua página web. Nela se dá conta de tudo o que a Fundação faz para o bem comum, ou se realça o que com o mesmo objectivo outros fazem.
No próximo dia 16 de novembro, José Saramago cumprirá 90 anos. A Fundação coordena uma série de atividades em Portugal e em diversos países.
Anunciaremos no dia 23 de outubro, às 11h00, em conferência de imprensa a realizar na Casa dos Bicos, o programa das comemorações do 90.º aniversário de José Saramago, que terão lugar em Portugal e em diferentes países do mundo, começando já em outubro nos Estados Unidos.»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges