Um esclarecimento da Biblioteca Nacional

Na sequência de notícias publicadas no dia 28, «em que se sublinha ter sido a Biblioteca Nacional de Espanha a disponibilizar na Biblioteca Digital Europeia – Europeana – a primeira edição de Os Lusíadas (Lisboa, António Gonçalves, 1572)», a Biblioteca Nacional de Portugal emitiu o seguinte comunicado:

«1 – O fac-símile digital da primeira edição da obra épica de Luís de Camões foi disponibilizado pela BNP na Europeana desde o seu lançamento, em 2008.
Mas a sua divulgação na Internet, pela BNP, é muito anterior. Com efeito, foi essa mesma obra e edição que inaugurou, seis anos antes, a Biblioteca Nacional Digital (BND), lançada em Fevereiro de 2002. Assim, Os Lusíadas, na sua primeira edição, foram a primeira obra digitalizada que a BNP colocou na Internet, cinco anos antes de disponibilização semelhante, feita pela Biblioteca Nacional de Espanha, em 2007.

2 – A referida edição de Os Lusíadas passou também a estar acessível desde 2005, através do serviço The European Library, o portal das bibliotecas nacionais da Europa que congrega os respectivos catálogos e, bem assim, o acesso às obras já disponíveis em modo digital.

3 – A Biblioteca Nacional de Portugal é membro da Biblioteca Digital Europeia – Europeana – desde a sua fundação. Para além de manter, desde a fase de projecto, uma participação efectiva no desenvolvimento técnico e organizacional da Europeana, a BNP disponibiliza, automaticamente, para aquele portal, desde o seu lançamento, todos os conteúdos da Biblioteca Nacional Digital. No entanto, a recolha, publicação e indexação dos dados da BND é da responsabilidade da administração dos sistemas que suportam a Europeana, não podendo a BNP interferir na frequência da sua actualização.

4 – A Biblioteca Nacional Digital é um serviço em constante evolução e crescimento, que disponibiliza actualmente cerca de 11.000 obras digitalizadas, num total de mais de 620.000 imagens. O serviço registou, no primeiro semestre de 2009, um crescimento de conteúdos de 24% relativamente a 31 de Dezembro de 2008 e uma média de acessos às obras digitalizadas superior a 600.000/mês.

Dos projectos em curso na Biblioteca Nacional Digital destacam-se, pela sua dimensão e relevância para a difusão internacional da cultura e língua portuguesas, a digitalização sistemática dos incunábulos (tipografia do século XV) e dos impressos portugueses dos séculos XVI e XVII, em adiantada fase de execução, a digitalização integral de todo o espólio documental de Fernando Pessoa à guarda da BNP, do qual já se encontram disponíveis em linha a totalidade dos Cadernos do Poeta (29 espécies), o original de Mensagem e as obras de Alberto Caeiro, bem como a disponibilização integral, no próximo mês, do espólio de Camilo Pessanha.
À medida que são publicados na BND, todos estes conteúdos são automaticamente colocados à disposição da Europeana.»



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges