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Um miradouro para Sophia

Ao fim da manhã, algumas dezenas de pessoas assistiram, no adro da igreja da Graça, à cerimónia de atribuição do nome de Sophia de Mello Breyner Andresen a um dos mais belos miradouros da cidade de Lisboa, no dia em que passam cinco anos sobre a morte da maior poeta portuguesa do século XX.


Antes do discurso protocolar de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes (vereador do Ambiente e Espaços Públicos) e Manuela Júdice (vereadora sem pelouro), descerraram uma placa com o poema Lisboa, parte de um projecto arquitectónico assinado por Gonçalo Ribeiro Telles (que já desenhara o jardim da casa de Sophia, na Travessa das Mónicas):

LISBOA

Digo:
«Lisboa»
Quando atravesso – vinda do sul – o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas –
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
– Digo para ver

A homenagem prosseguiu com a leitura do poema por um dos filhos de Sophia, Miguel Sousa Tavares:

Falou depois uma das filhas:

Também poeta, Maria Andresen explicou como foram feitos os primeiros contactos com Manuela Júdice, antiga directora da Casa Fernando Pessoa. «Explicámos-lhe que tínhamos pena de não haver em Lisboa um único lugar a que estivesse associado o nome da nossa mãe. Começámos por sugerir o jardim da Graça, de cuja forma em hélice ela gostava muito, mas afinal já tinha nome [Augusto Gil].» A escolha acabou por recair no miradouro, que pertence à câmara, estava sem designação e abre para um panorama da cidade que Sophia também contemplava com prazer. Referindo-se à hora a que a cerimónia começou, poucos minutos para lá do meio-dia, Maria Andresen recordou ainda uma frase da mãe: «Certa vez, eu disse-lhe que preferia a luz do nascer do dia à do crepúsculo e ela respondeu: “Eu gosto é do sol a pino”».

Assistiram à homenagem vários amigos da família, escritores e editores, entre os quais Manuel Alegre, António Osório, Pilar del Río, Teresa Belo, Zeferino Coelho, Lídia Jorge, Inês Pedrosa, Jerónimo Pizarro, Maria Teresa Horta e um grupo de senhoras octogenárias, que ao deixar o miradouro se queixavam: «Só é pena que o senhor presidente, no seu discurso, se tenha esquecido de nos agradecer, a nós, vizinhas da Dona Sophia, que aqui viemos para a lembrar.»
Foi ainda inaugurado um busto de António Duarte, réplica de um original em bronze, esculpido nos anos 50:

O rosto de Sophia olha de frente para a cidade «oscilando como uma grande barca», para o castelo, para o «corpo amontoado de colinas», para o rio ao fundo. E o que vê é isto:



Comentários

2 Responses to “Um miradouro para Sophia”

  1. não interessa on Julho 3rd, 2009 10:11

    o nome no marmore é BREYNES ou BREYNER?

    • Bolas! on Julho 3rd, 2009 15:23

      no dia em que passam cinco anos sobre a morte da maior poeta portuguesa do século XX

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      «Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges