Uma bomba

Se isto se confirmar, vai ser o bom e o bonito. Além da balcanização do mercado editorial, numa lógica de grupos que tenderá a mimetizar o que se passa actualmente com a imprensa, arriscamo-nos a ver entronizado um novo herói capitalista: Miguel Paes do Amaral, o homem que resgatou aos espanhóis uma editora que eles nos tinham roubado, os malandros.
O pior é que estes cenários não auguram nada de bom quanto à qualidade média dos livros que se vão publicando, às catrefadas, no nosso país. E temo bem que as editoras mais pequenas e alternativas, as que remam convictamente contra o processo de best-sellerização em curso, vejam a sua mera sobrevivência ameaçada pelo vendaval que se aproxima.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges