Uma ideia a ter em conta
Diz o Jaime Bulhosa, não sei se a sério, se a brincar:
«Proponho, para acabar com as guerras, nós livreiros organizarmos a feira do livro. Isto é, durante 15 dias fazíamos descontos de feira e promovíamos debates, sessões de autógrafos, conferências, etc.. E cada um ia à livraria que lhe apetecia.»
É certo que perderíamos o sobe-e-desce no Parque Eduardo VII à tardinha, o encontro com os amigos junto ao Multibanco ou na esplanada, a explosão roxa dos jacarandás. Mas evitava-se a angústia dos dias de chuva e a aparelhagem sonora a anunciar, de cinco em cinco minutos, os livros do dia que podemos encontrar no stand 117.
A mim, não me parece mal pensado. Vendo o rumo que as coisas levam, com a APEL e a UEP às turras, mais os novos grupos a quererem afirmar-se e a provocarem ciúmes, ainda é capaz de ser uma saída airosa para o caos em que a Feira mergulhou este ano.
Comentários
10 Responses to “Uma ideia a ter em conta”
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Zé Mário,
esqueceste-te das farturas. Já por diversas vezes o melhor que trouxe de um dia de feira foi uma fartura no bucho. Há quem diga que não tem nada a ver com livros e que a barraca (palavra perigosa quando falamos da feira) deveria desaparecer.
Esperemos que também os senhores das farturas não façam o manguito à feira, envergonhados que devem estar com a triste figura que os protagonistas têm vindo a assumir ao longo dos últimos dias…
abraços
pf
Caro José Mário,
O BiblioFilmes está cada vez mais “espacial”. Estamos a divulgar que a Nasa convida as pessoas de todas as idades a juntarem-se à viagem da exploração lunar com a fantástica oportunidade de poderem enviar os seus nomes a bordo da nave Lunar Reconnaissance Orbiter.
A postagem chama-se ´”Manda o teu nome para a Lua!” e pode ser vista, directamente, aqui:
http://bibliofilmes.blogspot.com/2008/05/manda-o-teu-nome-para-lua.html
Todos os que participarem nesta autêntica aventura lunar terão os seus nomes em órbitra à volta da Lua durante os próximos anos.
O “desafio” que colocávamos no teu “espaço” era: qual o(a) escritor(a) (ou editora, tendo em conta esta polémica) que deveria aproveitar esta boleia e ser mandado para o Espaço nos próximos anos?
ps. Referência ainda para a “biblioteca lunar” que sugerimos com curiosidades sobre a Lua.
Zé Mário,
a ideia é mais que boa, é podre de boa, e se já viste/leste uma postagem recente no Cadeirão Voltaire, ou muito me engano ou o Jaime Bulhosa ainda não terá “aberto o jogo todo”, chamemos-lhe assim. Precisamente por isso, encaro a proposta como um aperitivo, com farturas ou não, logo se verá.
Bom, a ideia não é má, realmente, mas não sei porque razão se haveria de realizar tal iniciativa durante o período “de feira”. Não conheço os problemas actuais e poucas vezes fui à feira em Lisboa (fui frequentador da de Coimbra enquanto estudava, e sem cartão multibanco para não estourar o orçamento para o mês, que o dinheiro não abundava). Ainda assim, para mim a experiência é precisamente aquela que terá sido (julgo) a da ideia da feira: ter as várias livrarias e editoras reunidas num único espaço.
Dá-me um prazer enorme andar de banca em banca, ver o que há disponível, folhear livros e procurar autores. Estirar o orçamento previsto para o dia numa única banca e lembrar-me depois que ainda há mais uma dezena delas que merecem a minha atenção. Nos tempos em que o orçamento era curto, dava-me também um gozo enorme andar à procura de um livro de 800$00 para acabar com o dinheiro que tinha (foi assim que comprei os meus primeiros Hesse e Huxley). É verdade que a aparelhagem sonora é irritante, mas faz parte do charme.
Já as iniciativas assim propostas, porque razão não podem ir tendo lugar pontualmente ao longo do ano? Façam (por exemplo) quartas-feiras “de feira”, ou as primeiras segunda e terça feira do mês. Acho que faria mais por atrair novos leitores que aquelas duas semanas que servem para muita gente se abastecer para o ano inteiro…
Olha… para mim, a melhor proposta de todas é a q Luís Graça colocou num comentário no blogue da Ler: http://ler.blogs.sapo.pt/34820.html#comentarios
Posso estar enganada, mas a ideia não era que a Feira fosse o único evento onde as pessoas podem comprar o máximo de títulos disponíveis directamente aos editores (quando muito, aos distribuidores), sem passarem pelos intermediários, ou seja, os livreiros, que já detêm o monopólio da venda no resto do ano? Já agora, porque não pedir ao sindicato dos vendedores de cuecas da feira do Relógio para fazer uma extensão geográfica e de produto e estar a vender livros no Parque? O Jaime Bulhosa, alem das Bulhosas e da Pó dos Livros, quer mais é?
Rui,
A proposta do Luís Graça é um mimo. Acho que a vou “puxar” lá para cima.
E os jacarandás? Ramos imensos de flores liláses à porta de cada livraria, já.
Está mesmo enganada Luísa:
1º- A ideia da Feira do livro nunca foi a da exclusividade. E para que saiba os livreiros também são participantes, basta para isso que tenham edições próprias.
2º- A Feira do livro não tem que ser o único evento, pode haver outros. E quantos mais houver melhor para o leitor, não lhe parece!
3º- Quanto aos intermediários, que eu saiba os distribuidores também o são e os editores não serão também intermediários dos autores, não seremos todos nós intermediários de alguma coisa. E deixe-me esclarecer que quando um livreiro vende um livro, ao mesmo tempo o distribuidor e o editor também o fazem, os livros não são de graça.
4º- Em relação à Bulhosa Livreiros, não é pelo facto de ter mesmo apelido que quer dizer que tenha alguma coisa a haver com as livrarias, vejo que está mal informada e não sabe do que fala.
5º- Por último é fácil chegar aqui e fazer comentários vagos e incorrectos sobre supostas intenções de pessoas que não conhece nem sabe o que as move.
6º - Termino descendo ao seu nível, o Jaime Bulhosa quer mais é que a Luísa gomes vá…
Boa, Jaime! Deves ter muitos clientes assim… Não admira a fama de má pagadora que as livrarias da família têm… Da próxima vez que passar na Pó dos Livros, levo luvas, mas não é por causa do pó…